Notícia sobre bloqueio do WhatsApp faz brasileiros migrarem para o Telegram

Por Redação | 26 de Fevereiro de 2015 às 18h59

O medo de usuários ficarem incomunicáveis após a notícia de que o WhatsApp poderia ser bloqueado no Brasil causou uma grande procura dos usuários pelos concorrentes da plataforma. E o caso parece ter vindo como uma boa nova para o Telegram que, na tarde desta quinta-feira (26), anunciou um ritmo insano de novos cadastros vindos do nosso país, com mais de dois milhões de novos utilizadores.

Todo esse movimento fez com que o serviço sucumbisse à carga, permanecendo fora do ar ou com instabilidades durante boa parte da tarde. O fluxo, segundo a empresa, é de cerca de 100 novos usuários por segundo, o que está causando problemas na rede. O Telegram está disponível para Android, iOS e Windows Phone, além de possuir versões web, Windows, Mac e Linux.

Também gratuito, o Telegram é um projeto de código aberto que já vinha, há algum tempo, sendo apontado como uma alternativa mais rápida, leve e melhor que o concorrente. Ele tem opções que o app do Facebook ainda não entregou, como a compatibilidade com tablets e desktops (sem estar em versão beta), a possibilidade de incorporar vídeos do YouTube, mensagens do Twitter ou Vines e ainda uma ferramenta de buscas para que os usuários procurem pelo próprio app aquela imagem que tanto querem mostrar para os amigos.

A ordem de bloqueio do WhatsApp veio do juiz Luis de Moura Correia, de Teresina, capital do Piauí. Ele emitiu a decisão exigindo que as operadoras de telefonia bloqueiem permanentemente o acesso dos clientes ao software, alegando que ele vem sendo utilizado para comunicação em crimes contra crianças e adolescentes.

A ação, na realidade, nasceu da falta de cooperação das empresas envolvidas nas investigações desse tipo. De acordo com Correia, os inquéritos sobre isso se acumulam pois o Facebook se recusa a entregar dados dos usuários e mensagens armazenadas. Enquanto isso, as empresas de telefonia alegam também não poderem entregar as informações trocadas entre os clientes, uma vez que toda a comunicação realizada pelo WhatsApp seria de responsabilidade da desenvolvedora, que não tem escritório no Brasil e, sendo assim, não precisaria cumprir as leis do país.

Com base na decisão do desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), divulgada na tarde desta quinta-feira, o WhatsApp não será barrado no Brasil, que suspendeu os efeitos da decisão do juiz Luiz Moura Correia.

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