Fundador do Tinder critica o ex-CEO Sean Rad

Por Redação | 06.11.2014 às 16:10
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O Tinder pode até ser um dos principais aplicativos de relacionamento do mundo, com uma base de usuários que não para de crescer. Internamente, porém, as coisas não parecem correr tão bem. Entre acusações de assédio moral e o afastamento de seu CEO Sean Rad, a companhia encontra-se agora em uma nova polêmica quando um de seus fundadores, Chris Gulczysnki, revelou um pouco mais sobre a forma como o executivo gerenciava as coisas.

Gulczysnki, um dos idealizadores do aplicativo, começa suas declarações provocando o ex-companheiro, afirmando que a remoção de Rad da direção da companhia é a resposta ao "carma" às suas ações. Em entrevista ao jornal The New York Post, ele afirma que o CEO administrava o Tinder como se fosse uma república de faculdade, exibindo um comportamento "aleatório" e pouco direcionado.

Além disso, Gulczysnki disse que ele tentava ativamente mentir sobre a situação da empresa, que era financiada por grupos de investimentos, mas afirmava na imprensa ser completamente independente. Mais do que isso, Rad é acusado pelo colega e cofundador de conspirar em uma tentativa de se livrar do controle de seus investidores, uma declaração que não deve cair bem não apenas entre eles, mas também com futuros acionistas.

Por fim, em tom quase de exagero, o cofundador do Tinder afirma que existe um "grupo de apoio" para ex-funcionários da plataforma. Replicando a máxima que diz que empregados de um ambiente nocivo tendem a ser mais unidos, ele afirma que todos aqueles que deixaram a empresa de maneira negativa constituem hoje quase uma família, que se auxilia mutuamente para seguirem em frente.

Recentemente, uma matéria da revista americana Forbes noticiou a saída de Rad da direção do Tinder, um fato um tanto quanto negativo em meio a uma das maiores revoluções da plataforma, que se prepara para iniciar seu plano de monetização. O executivo teria sido removido do cargo devido às acusações de assédio sexual e moral presentes em um processo judicial aberto pela ex-diretora de marketing da empresa, Whitney Wolfe.