Empreendedor cria aplicativo para vender maconha medicinal nos EUA

Por Redação | 11 de Agosto de 2014 às 10h10

Existem aplicativos com os mais diversificados propósitos nas App Stores. E com o Eaze, criado pela startup homônima, não é diferente: o app pretende vender maconha medicinal e ainda garante a entrega da erva em menos de 10 minutos nos Estados Unidos.

O funcionamento do app é simples e bastante intuitivo. Quem sentir necessidade de comprar um pouco da substância, basta baixar o aplicativo e se cadastrar em sua base de usuários. É necessário ter licença para uso medicinal da maconha, que já é legalizada em 21 estados norte-americanos. Usuários permitidos a fazer uso da erva contam com uma carteirinha de identificação que libera a compra do produto. Feito o cadastro, a conta é verificada e liberada para uso.

Após ter acesso ao que deseja, o comprador pode receber a mercadoria em casa em um prazo máximo de 10 minutos, que funciona graças a uma logística de entregas feitas por motoristas particulares, que assim como no aplicativo Uber, podem se cadastrar e se disponibilizar a levar o pedido até o cliente mais próximo.

Eaze

"Quando contei para os meus pais sobre a ideia de criar o Eaze, eles me acusaram de estar me tornando um traficante de drogas de luxo", contou Keith McCarty, criador da empresa, ao TechCrunch. Segundo ele, a ideia de iniciar o serviço começou devido a uma variação da maconha chamada "Charlotte's Web", usada no tratamento de crianças com epilepsia. "A maconha medicinal pode ser usada para tratar várias doenças. Estas são pessoas com quadros que necessitam desta medicação, e tem sido bastante gratificante falar com elas, saber que estou fazendo alguma coisa para ajudá-las".

A porta-voz do Eaze, Caroline Vespi, afirma que o serviço de entregas foi escolhido porque é mais eficiente para quem precisa tomar o medicamento. Segundo ela, a startup fez uma parceria com farmácias de São Francisco para oferecer a erva a preços mais acessíveis. O plano é consolidar o serviço na cidade para depois ampliar sua área de atuação, entregando tanto maconha medicinal quanto para uso recreativo, de acordo com a liberação em cada estado norte-americano.

Apesar de ter que lutar contra o preconceito da maioria das pessoas, a empresa vislumbra um cenário de aceitação e uso consciente da erva, uma vez que "os tempos estão mudando".

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