Em evento, Mark Zuckerberg diz que Snapchat é um 'fenômeno da privacidade'

Por Redação | 16.01.2014 às 08:50

Em evento realizado nesta terça-feira (14), na Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que o Snapchat é um "fenômeno da privacidade".

Como conta o TechCrunch, durante a conversa com o presidente da universidade, John Hennessy, Zuckerberg afirmou que o Facebook ajudou a criar um espaço no qual as pessoas pudessem compartilhar o que não era compartilhado antes, o que também está presente agora no Snapachat.

Segundo Mark, antes do Facebook, os usuários podiam se comunicar com alguém ou um grupo pequeno por comunicadores instantâneos, ou compartilhar informações publicamente em blogs. Sendo assim, não havia um meio termo. Para o CEO da rede social, o Facebook supriu essa necessidade criando um local onde era possível comunicar algo a um grande grupo de amigos, sem ter que expandir o público para pessoas desconhecidas.

Agora, de acordo com Zuckerberg, o novo espaço criado é o do Snapchat, no qual é possível compartilhar fotos para diversos amigos ou uma só pessoa sem que a imagem seja salva. Trata-se do conteúdo que não seria compartilhado com amigos no Facebook ou em outras redes sociais.

"Eu acho que o Snapchat é um fenômeno da privacidade super interessante porque cria um novo tipo de espaço para comunicar coisas que antes as pessoas não tinham a possibilidade de compartilhar, e agora você sente que tem um espaço para fazé-lo", disse Zuckerberg.

É claro que isso hoje é meio inválido, levando em conta que o Facebook abre sua Firehouse constantemente para anunciantes, buscadores e outras empresas e o Snapchat, por sua vez, tem enfrentado uma série de falhas de segurança. Na mais recente, nomes de usuários e seus respectivos telefones foram divulgados.

Novas metas e NSA

Além do Snapchat, Mark Zuckerberg falou sobre as novas metas do Facebook. Segundo o CEO, os três próximos objetivos da rede social, após atingir 1 bilhão de usuários, são: a conexão do restante do mundo á internet, a compreensão do mundo por meio de um modelo unificado movido a inteligência artificial, e o fomento ao conhecimento econômico para que o mundo prospere mais.

Mark também dedicou boa parte de sua fala à NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) e os recentes escândalos sobre privacidade. Perguntado se o caso de espionagem havia afetado o compartilhamento no Facebook, Mark disse apenas: "Não vi isso em nenhuma das coisas que nós medimos". Mesmo assim, o executivo disse que os Estados Unidos defendem a liberdade de expressão, mas em compensação, a insistência em vigilância poderia fazer o mundo perder a fé em tal ideal.