Apps Uber e Lyft agora permitem também a divisão de custos das corridas

Por Redação | 11 de Agosto de 2014 às 14h25
Tudo sobre

Uber

Mais do que melhorar o trânsito na cidade e facilitar a vida das pessoas, os aplicativos de aluguel de carros particulares querem agora conectar seus usuários. É isso que pode ser dito dos novos serviços Uber e Lyft, lançados com poucos dias de diferença, e que permitem a divisão de corridas e também do pagamento delas entre os passageiros.

O UberPool foi a primeira funcionalidade do tipo anunciada, na última terça-feira (5). Agora, motoristas e usuários podem optar por utilizar rotas compartilhadas e, como o pagamento é feito pelo celular, a divisão é feita automaticamente de acordo com o trecho utilizado e a quantidade de pessoas no veículo.

Ainda em estágio de testes Beta, o novo serviço deve ser lançado, inicialmente, apenas na cidade americana de São Francisco, e mesmo assim, apenas em alguns bairros. O público alvo serão os funcionários do Google, uma empresa que cada vez mais se une ao Uber em relação às políticas de redução de congestionamento e compartilhamento de mobilidade.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

UberPool

Taxando a ideia mais como um “experimento social” do que uma nova funcionalidade, a empresa deseja avaliar a recepção dos usuários e também os incidentes que possam ser causados pela divisão de um carro com um estranho. Com o termo, o Uber define de tudo, desde novas amizades ou até mesmo romances até incômodos e eventuais perturbações.

Já a novidade do Lyft, chamada de Line, tem uma estrutura um pouco mais avançada. O aplicativo, por si só, já cataloga motoristas particulares de acordo com proximidade e garante segurança por meio da checagem de antecedentes. Como o nome já diz, a ideia aqui é mais a de uma “carona” do que um serviço particular de transporte.

Agora, então, ela está sendo ainda mais aprimorada. Em vez de apenas um passageiro por vez, o seu “amigo com um carro”, como o Lyft se autointitula, pode pegar outras pessoas durante sua rota, deixando-as em seu destino ou, então, em locais próximos a ele. Aqui, novamente, vale a máxima da divisão do pagamento pelo celular, de acordo com a distância utilizada e o número de pessoas presentes no veículo.

Existem também algumas regras. Como o próprio motorista também está indo para o trabalho ou compromissos, ele não pode esperar na porta pelos passageiros. A ideia é que ele fique parado por apenas um minuto e, caso o contato não dê as caras, está autorizado a seguir em frente para seu destino ou até a próxima carona. A ideia é que ninguém se atrase por conta da utilização do Lyft Line já que, para a empresa, isso faria com que o app perdesse todo o sentido.

Não se trata de um período de testes, mas sim de uma funcionalidade já pronta para o uso. Por enquanto, o Lyft Line também funciona apenas na cidade de São Francisco. Como o usuário com o carro já coloca a rota que vai seguir de antemão, com os outros passageiros sendo coletados pelo caminho, todos já sabem antes de entrar no carro quanto vão pagar, e a promessa é de preços até 60% menores que os taxis tradicionais.

A ideia veio de dados de telemetria do próprio Lyft. Segundo a empresa, em reportagem do Tech Crunch, 90% de todas as caronas solicitadas pelo serviço acontecem em locais próximos, e também tem como destino lugares bem perto uns dos outros. Assim, proporciona-se uma redução no custo das viagens e uma diminuição no número de veículos nas ruas.

No Brasil, o Uber já está disponível nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto o Lyft, por enquanto, funciona apenas nos Estados Unidos. Os serviços ainda não têm previsão de chegada por aqui.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.