App brasileiro Easy Taxi ganha aporte de R$ 30 mi e chega a mais 25 países

Por Redação | 26 de Junho de 2013 às 11h05
photo_camera Marianne Abreu

O aplicativo brasileiro Easy Taxi, que permite que os usuários solicitem serviços de táxi em onze cidades brasileiras por meio de um clique no smartphone, acaba de receber uma nova rodada de financiamento no valor de R$ 30 milhões e planeja sua expansão para outros 25 países até o final de 2013. Até julho deste ano, a aplicação inicia suas atividades na Tailândia, Hong Kong e Filipinas.

A startup, fundada em 2012, recebe a segunda rodada de investimentos proveniente do fundo LIH (Latin America Internet Holding), que pertence à Rocket Internet e Milicom. "Estamos em dez países e em mais de 22 cidades. Nossa meta é chegar a 25 países no mundo e 30 cidades no Brasil", afirmou à reportagem da revista Veja Tallis Gomes, CEO da Easy Taxi.

Aplicações similares ao Easy Taxi estão sendo muito criticadas pelas cooperativas de táxis, que exigem a regulamentação do serviço à medida que a adoção desses aplicativos aumenta no país. Diferentemente do que ocorre nas cooperativas, onde os taxistas filiados devem pagar uma taxa mensal, os aplicativos são gratuitos e exigem, no caso do Easy Taxi, taxas em torno de R$ 2 para cada corrida fechada a partir do aplicativo.

"Não pretendemos fechar nenhuma parceria com as cooperativas", ressaltou Gomes, afirmando que não pretende mudar seu modelo de negócio. "Queremos oferecer aos usuários um serviço veloz e no qual eles possam confiar". A empresa afirma que, ao todo, 30 mil taxistas atendem através do aplicativo que está disponível nas versões para Android, iOS e BlackBerry, e que já foi baixado mais de um milhão de vezes.

Para competir com os outros aplicativos do setor, o Easy Taxi adota medidas que garantem ainda mais a segurança de quem contrata o serviço de táxi a partir da aplicação. Todos os taxistas que quiserem se cadastrar através da aplicação devem preencher um formulário com informações pessoais e ter todos os pré-requisitos necessários. Estes documentos são analisados pela equipe do Easy Taxi, bem como a ficha de antecedentes criminais dos taxistas, antes de liberar seu cadastro no serviço.

A escolha de países emergentes para a expansão do negócio se deve ao fato das pessoas terem muitas dificuldades para pegar um táxi nessas regiões, principalmente, devido a problemas envolvendo a sua segurança. O aporte recebido pela Easy Taxi também deverá ser investido em tecnologia, já que o serviço depende da rede 3G e uma equipe de desenvolvedores trabalha para evitar falhas em seu produto devido a redes de conexões instáveis.

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