Aplicativo 'Rastreador de namorado' promete ser mais eficaz que João Kléber

Por Felipe Santana Felix | 17.08.2013 às 14:28

Muito se fala sobre o amor e as coisas maravilhosas proporcionadas pelo fato de gostar de alguém. Estar em um relacionamento sério ou casado com alguém é algo que aquece os seres vivos, seja pela facilidade de conseguir um beijo ou coisas a mais... Porém, nem tudo é o paraíso.

Atendendo a pedidos de amigas e talvez por enxergar um bom negócio, Matheus Grijó, 25 anos, e Danilo Neves, 27, desenvolveram o "Rastreador de namorado". O aplicativo, apenas para Android, já está em sua segunda versão e promete acabar com quase toda a renda de detetives de aluguel, cartomantes ou qualquer outro profissional envolvido no mercado "investigativo" do adultério.

Ao instalar o app no celular de seu "alvo", basta cadastrar um telefone, que servirá de destino para o monitoramento, e esperar a mágica acontecer. O "Rastreador de namorado" vai monitorar todos os status do equipamento em questão e enviar para a(o) ciumenta(o). Localização, mensagens, histórico de ligações e até mesmo o som ambiente onde está o aparelho. Nada escapa do rastreador, nada escapa da verdade.

A coisa toda é bem psicótica e para esclarecer algumas coisas, Danilo informa como o aplicativo funciona com as políticas do Google e ainda faz uma ressalva aos ciumentos de plantão: "Na versão free disponível na loja do Google, o usuário que está sendo monitorado também irá receber uma mensagem informando que o aplicativo compartilhou dados de seu smartphone. Isso acontece devido às politicas do Google para produtos que utilizam sua loja como plataforma de distribuição. Para os que desejam manter o aplicativo em segredo no celular do parceiro, nós comercializamos uma versão 'stealth' que funciona com uma assinatura mensal de R$4,99. É claro que não aconselhamos os usuários a utilizarem nosso app sem o consentimento da outra parte envolvida, mas não temos controle sobre os usuários".

Danilo conta que, por desrespeitar as condições da loja do Google, a primeira versão, que teve mais de 100 mil downloads, teve que ser modificada. Tudo porque ela ficava totalmente escondida das vitimas que, sem saber de nada, poderiam acabar sendo descobertas.