Ainda sem lucro, Shazam é avaliado em US$ 1 bilhão

Por Redação | 21.01.2015 às 15:46

O Shazam é um dos serviços mais tradicionais de reconhecimento de música, tendo integração direta com o iOS e sendo capaz de trabalhar também com programas de TV. É estranho pensar, porém, que a empresa ainda opera sem lucro algum, o que não impediu que ela fosse avaliada com um valor de mais de US$ 1 bilhão, em uma nova rodada de investimentos que garantiu US$ 30 milhões adicionais para investimento no serviço.

Em comunicado oficial, a empresa afirma que a nova injeção de dinheiro, obtida com os mais diferentes setores de mercado, marca a continuidade do trabalho após um ano cheio de recordes. Em 2014, o Shazam ultrapassou a marca de 100 milhões de usuários ativos todos os meses e se integrou a serviços como o Spotify e o Rdio, permitindo que os usuários não apenas reconheçam as faixas mas também as ouçam rapidamente pelo próprio serviço.

E é aqui, inclusive, que está a grande possibilidade de lucros para a companhia. De acordo com Andrew Fisher, diretor da empresa, o Shazam é “intencionalmente não-lucrativo” até o momento. Toda a sua renda é oriunda dos anúncios exibidos no serviço ou da divisão de royalties nas faixas adquiridas ou ouvidas a partir da plataforma. É uma pequena fonte de renda que, como já dito, nunca gerou lucro. Em 2013, o faturamento foi de US$ 46,8 milhões, com perdas de pouco mais de US$ 3 milhões.

Por meio da integração de mais e mais serviços, o Shazam espera ampliar o engajamento dos usuários e, com isso, o faturamento. Além de músicas propriamente ditas, o app também é capaz de indicar a trilha sonora de seriados ou filmes que estejam passando na TV, recomendar as faixas que tocam no seu comercial preferido ou utilizar a câmera para exibir mais informações sobre produtos à venda ou comerciais selecionados encontrados na rua.

É um movimento que já está tendo seus frutos, com o Shazam afirmando que as novas funcionalidades foram responsáveis por um aumento na base dos dois milhões de usuários novos por semana. Agora, com o novo investimento, a ideia é continuar trabalhando para que os sistemas funcionem bem e, acima de tudo, de forma rápida, mantendo o caráter citado como “mágico” por Fisher. Segundo ele, é assim que os utilizadores enxergam a plataforma, e este é um atributo que ela está bem disposta a manter.

Os planos para 2015, porém, ainda são incertos. A empresa deve anunciar novidades ainda no primeiro semestre, e já fala em expansão para novos setores de mercado, apesar de não detalhar exatamente o que isso significa.