Vendas em baixa levam Symantec a cortar 8% dos seus postos de trabalho

Por Carlos Dias Ferreira | 03 de Agosto de 2018 às 16h31
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A Symantec acaba de anunciar a demissão de 8% dos seus funcionários, ou 1 mil dos seus atuais 13 mil postos de trabalho espalhados ao redor do globo. A medida foi tomada em resposta à queda nas vendas da companhia durante o primeiro trimestre do ano fiscal de 2019, encerrado no dia 29 de junho. Durante o período, a companhia registrou queda nas receitas de 1,6% - fechando o período com US$ 1,16 bilhão, em comparação com o US$ 1,18 bilhão obtido durante o mesmo período do ano passado.

Como resultado, o prejuízo da Symantec para o trimestre passou dos US$ 63 milhões do ano fiscal de 2018 para US$ 133 milhões. “As vendas para o segmento de segurança ficaram abaixo das expectativas durante o primeiro trimestre do ano fiscal de 2019, sobretudo por conta dos ciclos de venda mais longos do que o esperado para produtos multiplataforma”, explicou o diretor executivo da companhia, Greg Clark, em nota oficial.

Clark ressalta, entretanto, que o decréscimo se refere apenas ao mercado norte-americano. De maneira geral, ele escreve, o consumo de produtos voltados à segurança digital “teve alto crescimento em receitas durante esse primeiro período”.

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Com vendas e receita bruta em queda, empresa responsável pelo antivírus Norton decidiu cortar 1 mil postos de trabalho. (Imagem: reprodução/Symantec).

Economia de US$ 115 milhões

Conforme reportou a agência de notícias Reuters, as receitas da Symantec devem fechar o atual ano fiscal, em março de 2019, com valor entre US$ 4,67 bilhões e US$ 4,79 bilhões; isso em comparação à faixa entre US$ 4,76 bilhões e US$ 4,90 bilhões estimada inicialmente.

Com os cortes de funcionários, a Symantec espera poupar US$ 115 milhões anualmente. Tal medida, entretanto, não foi tão bem recebida por investidores, levando a uma queda sensível no valor das ações da empresa logo após o anúncio. A desconfiança se deve também a uma auditoria conduzida atualmente pela companhia, por conta de discrepâncias de formatação contábil durante o último ano fiscal.

Setor precisa de um novo WannaCry?

A despeito da turbulência encarada pela Symantec, o setor de segurança da informação mantém ainda certo embalo vindo de um período de vacas gordas. A Sophos, por exemplo, mesmo admitindo ter ficado abaixo das expectativas em termos de vendas durante o primeiro trimestre do atual ano fiscal, conseguiu mostrar bons resultados.

Depois de tomar um prejuízo de US$ 15,3 milhões no ano passado, a companhia fechou o último período com lucro operacional de US$ 6,2 bilhões – contabilizando ainda um total de vendas de US$ 175,5 milhões, em comparação aos 141,4 milhões do primeiro trimestre do último ano fiscal.

Ransomwares como o WannaCry e o NotPetya aqueceram as vendas do setor de segurança da informação no ano passado.

Segundo analistas, ransomwares como o NotPetya ou o famigerado WannaCry foram em grande parte responsáveis pelos bons resultados experimentados pelo setor no ano passado. Isso porque, historicamente, novas ameaças digitais de grandes proporções – e de grande publicidade – fazem com que os consumidores corram para as prateleiras atrás de ferramentas de proteção.

Fonte: Symantec

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