Seis novos malwares para Android são criados por minuto

Por Redação | 15 de Agosto de 2016 às 19h25
photo_camera Etnyk/Flickr

Os caminhos da internet móvel estão se tornando mais perigosos a cada dia. Um relatório publicado pela empresa especializada em segurança G Data revelou um aumento de 30% no número de novas pragas virtuais contra o sistema operacional Android registradas no primeiro semestre de 2016. Isso se traduz em 1,7 millhão de malwares inéditos criados apenas nos primeiros seis meses do ano, todos tendo smartphones e tablets como alvo.

O trabalho dos hackers internacionais é intenso, com ataques que vão desde aqueles dedicados a instituições, países ou usuários específicos até softwares maliciosos versáteis, que podem ser retrabalhados por outros criminosos. De acordo com os dados, a média de criação de novas pragas é de 6,5 por minuto, e quase 10 mil todos os dias, um ritmo que, claro, é muito superior ao de criação de soluções por fabricantes de softwares antivírus e especialistas em proteção.

Como é o sistema mais popular do mundo, e também devido à sua arquitetura aberta, o Android continua sendo o mais afetado. O relatório da G Data aponta um crescimento de 44,7% no total de pragas contra a plataforma. A comparação anual também mostra como o mercado mobile evoluiu nesse sentido — no primeiro semestre de 2011, 3,8 mil novos malwares para o sistema operacional foram registrados, enquanto a penetração dos aparelhos no mercado apenas começava a ser acelerada.

Os ransomwares, softwares que “sequestram” o dispositivo das vítimas, foram os mais populares ao longo da medição, o que pode significar, também, que eles são os mais eficazes. Essa categoria de malware bloqueia o acesso da vítima a seus arquivos e pede dinheiro em troca da liberação, muitas vezes se passando por autoridades ou órgãos policiais e alegando o pagamento de uma multa devido a uma suposta atividade irregular.

A G Data, entretanto, aponta para uma evolução neste tipo de contaminação. Se antes ela acontecia com a instalação de um aplicativo malicioso pelos próprios usuários, agora, os hackers utilizam campanhas conjuntas para fazer isso, com um software sendo capaz de baixar e instalar o ransomware sem qualquer tipo de interação e autorização pelo dono do aparelho. E-mails, anúncios em sites ou mensagens de texto, por SMS ou através de mensageiros, são os vetores de infecção mais usados.

Por mais que o crescimento de malwares para Android seja avassalador, as recomendações de segurança são as mesmas de sempre. Para se proteger, tenha sempre softwares de proteção instalados no smartphone e evite clicar em ofertas que pareçam boas demais, mensagens alarmantes enviadas por e-mail ou links não solicitados, mesmo que eles venham de contatos confiáveis.

Fonte: G Data

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