Rússia multa Google por quebrar regras antitruste

Por Redação | 11 de Agosto de 2016 às 15h55

O governo da Rússia multou o Google em US$ 6,8 milhões alegando que a empresa quebrou uma série de leis antitruste em sua operação com o sistema operacional Android. De acordo com as autoridades do país, a gigante estaria dificultando na entrada de produtos locais de mapas e buscas em seu ecossistema como forma de favorecer as próprias soluções para tais finalidades.

O principal atingido por essa prática considerada irregular foi o Yandex, o maior serviço digital da Rússia e autor da ação que resultou na multa. Para o Serviço Federal Antimonopólio do país, o Google abusou de sua posição como desenvolvedor do principal sistema operacional móvel em atuação no país para dificultar a atuação da concorrência.

As autoridades chegam até mesmo a especular os motivos para tais ações anticompetitivas por parte do Google, citando entre elas a dificuldade de a empresa se consolidar no mercado russo. De acordo com os dados mais recentes, mais de metade do mercado de buscas no país é dominado pelo Yandex, e o Google teria visto na popularidade do Android uma forma de aumentar sua presença — mesmo que, para isso, tivesse que impedir a utilização do rival. As leis locais são rígidas com relação a esse tipo de comportamento e os mesmos parâmetros são aplicados para companhias nacionais ou de fora, mesmo que elas não possuem escritórios ou representação na Rússia.

O Google, entretanto, nega ter realizado as ações citadas pelo governo e diz que vai recorrer da multa. A empresa afirmou ainda que não se pronunciaria detalhadamente sobre a questão, afirmando apenas que recebeu a notificação e que está preparando uma defesa junto a seus advogados.

Por outro lado, não é a primeira vez que o Velho Continente é palco de questões deste tipo. A União Europeia, por exemplo, também já multou o Google por práticas semelhantes, enquanto nos Estados Unidos, uma comissão também emitiu parecer afirmando que as ações do Google com relação ao Android podem ferir regras básicas de competição. Em todos os casos, a situação é a mesma, com a companhia sendo acusada de dificultar a entrada de rivais em seu sistema enquanto favorece as próprias soluções.

Fonte: The New York Times

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