Novo malware já afetou 85 milhões de dispositivos Android em todo o mundo

Por Redação | 05 de Julho de 2016 às 10h59

Cibercriminosos ganharam acesso a milhões de dispositivos Android em todo o mundo por conta de um malware conhecido como HummingBad. Descoberto em fevereiro, o vírus é acompanhado de perto pela empresa especializada em segurança digital CheckPoint. De acordo com ela, o HummingBad foi desenvolvido pelo grupo de desenvolvedores Yingmob e já infectou 85 milhões de aparelhos Android.

O malware instala um "rootkit persistente" e aplicações que podem colocar em risco a segurança dos usuários. Com isso, a praga virtual reporta uma grande quantidade de anúncios publicitários que geram receita ao grupo responsável por seu desenvolvimento. "A Yingmob tem várias equipes desenvolvendo plataformas legítimas de anúncios", afirma a CheckPoint. "A equipe responsável pelo desenvolvimento do componente malicioso é a de plataformas para o exterior, que inclui grupos com um total de 25 empregados".

A pior característica do malware é que ele não deixa nenhum rastro ou sintoma no dispositivo que possa ajudar o usuário a identificá-lo. Os dispositivos Android não são capazes de detectar as ações fraudulentas de geração de anúncios publicitários em segundo plano. Com isso, os dados pessoais dos usuários armazenados também ficam expostos de maneira permanente para os criminosos, sem que os próprios usuários se deem conta disso.

Segundo a companhia de segurança, o HummingBad consegue gerar receitas de publicidade fraudulenta na casa dos 269 mil euros todos os meses. "Esse fluxo constante de dinheiro, junto a uma estrutura organizativa concentrada, é a prova da facilidade que os cibercriminosos tem de ser economicamente autossuficientes", afirmou a CheckPoint. A Yingmob atua ainda como uma "empresa de análise dentro da legalidade chinesa e compartilha seus recursos e sua tecnologia".

Além das publicidades geradas com o programa malicioso, o grupo utiliza outras maneiras de conseguir dinheiro, como a venda de acesso aos dispositivos infectados e o desenvolvimento de outros vírus que instalam aplicativos perigosos em dispositivos.

Fonte: CheckPoint

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