Malware enviado por mensagem pode apagar todos os dados do Android

Por Redação | 16 de Fevereiro de 2016 às 14h58

Uma praga das mais sérias está aterrorizando os usuários de Android na Dinamarca, e já esta altura deve ter se disseminado para outras partes do mundo. A empresa de segurança dinamarquesa Heimdal publicou um relatório sobre o Mazar, um malware capaz de apagar completamente todas as informações de um smartphone ou tablet com o sistema operacional.

Disseminado por mensagens instantâneas, principalmente por meio de aplicativos como WhatsApp ou Telegram, ou simples SMSs, o malware se disfarça como uma download inocente – uma indicação do navegador anônimo Tor. E ele é realmente baixado, só que em uma versão modificada que, assim que estiver ativa, instala também a praga, que assume credenciais de administrador e é enviada automaticamente para toda a lista de contatos antes de apagar completamente todos os dados e informações do aparelho.

De acordo com a Heimdal, cerca de 100 mil aparelhos já teriam sido infectados apenas na Dinamarca. A praga já teria se proliferado para outras regiões da Europa e, potencialmente, para o restante do mundo. Entretanto, por algum motivo que os especialistas ainda desconhecem, apenas usuários que utilizem aparelhos cujo idioma é o russo estão imunes ao Mazar.

Por enquanto, apenas a versão do malware que deleta completamente os dados do celular foi identificada. Entretanto, os especialistas já cogitam a possibilidade de alterações no código original da praga. Como ela é capaz de assumir credenciais de administrador no aparelho, ela pode ser alterada para, por exemplo, espionar mensagens de texto, roubar dados pessoas e bancários ou realizar compras sem a autorização do usuário.

Evitar ser infectado, porém, é bastante simples. O Mazar ainda não é detectado por softwares antivírus, mas ao evitar clicar em mensagens estranhas enviadas por mensagens ou SMSs, principalmente por desconhecidos, é uma ótima forma de se manter imune. Caso os textos venham de amigos, é sempre bom desconfiar, também, e perguntar a eles se realmente foram responsáveis pela comunicação.

Fonte: BBC

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