Intenção inicial do Google não era usar o Android no Pixel C

Por Redação | 14 de Dezembro de 2015 às 15h00
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Pixel

O Google finalmente apresentou o Pixel C, o mais novo tablet concebido pelo pessoal de Mountain View e que vem para substituir a linha Nexus. Contudo, as primeiras impressões de muita gente têm sido bem decepcionantes, especialmente no que se trata da falta de harmonia evidente entre hardware e software. Mas o motivo disso seria uma mudança de planejamento interno que levou o Android para o novo dispositivo.

De acordo com o que foi revelado nesta segunda-feira (14) pelo Ars Technica, inicialmente, a intenção do Google não era utilizar a plataforma do robô verde no Pixel C. A informação veio de engenheiros envolvidos no projeto e que não quiseram se identificar, e garantiram que a ideia original era roda uma versão do Chrome OS adaptada à tela sensível ao toque. O Project Anthena, cujo objetivo era adicionar o touchscreen às funcionalidades do sistema operacional, foi cancelado em dezembro de 2014.

A reportagem revela que há uma série de indícios técnicos que corroboram a informação de suas fontes, como códigos de softwares que parecem ter sido desenvolvidos para trabalhar com o Chrome OS, mas nunca foram finalizados. Tais códigos fariam parte do dispositivo chamado de “Ryu”, que apareceu na lista de repositórios de código aberto do Chrome OS, mas que nunca se tornou realidade.

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Tablet Pixel C

Novo tablet do Google não tem se dado bem nas análises. (Foto: Divulgação/Google)

Mudanças de plano

Os rumores envolvendo o lançamento de um tablet com Chrome OS não são exatamente novos. Desde o ano passado, o sistema contava com um teclado virtual oculto que poderia ser ativado com por algum desenvolvedor com conhecimento para isso. Teclados virtuais são úteis para dispositivos sensíveis ao toque, especialmente tablets — convenhamos que um teclado virtual não é a coisa mais útil do mundo em um computador com touchscreen.

Então, após os planos do Google para lançar um Chrome OS sensível ao toque foram cancelados, a companhia partiu para a ideia do híbrido entre ele e o Android. Rumores de dispositivos “dois em um” circularam a web em fevereiro deste ano, mas a ideia teria sido abandonada apenas cinco meses depois, em julho. E vale lembrar que o Pixel C foi anunciado em setembro desde ano, só dois meses depois do final do projeto híbrido.

Em suma, dá para concluir que o Google teve muitas ideias para o seu tablet, mas não teve tempo suficiente para desenvolver aquela que chegaria de fato ao público. Assim, a pressa para aproveitar as vendas de final de ano talvez tenha sido a principal causa de uma experiência desanimadora com o novo gadget.

Fonte: Ars Technica

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