Com nova política, Google vai trazer menos aplicativos pré-instalados ao Android

Por Redação | 20 de Agosto de 2015 às 14h13

Pelo visto, o Google+ não é o único aplicativo da empresa que deixará de vir pré-instalado em smartphones. Após a descoberta de que a rede social não estaria presente no novo Galaxy Note 5 e a suposição de que esse seria mais um sinal de que o fim da plataforma estava próximo, novas informações surgem para mostrar que a coisa é menos apocalíptica do que se pensava e que o aplicativo é apenas um dos que ficará de fora daqui pra frente.

Como o site Android Central destaca, a verdade é que o próprio Google decidiu rever suas políticas de parcerias e, com isso, removeu vários de seus apps que já vinham previamente instalados nos aparelhos Android. E a razão para isso é bem simples: ninguém se importava com eles.

Até então, as coisas funcionavam da seguinte maneira: embora qualquer fabricante tenha total liberdade para mexer no código do sistema operacional, ela precisava do aval da Google caso quisesse fazer com que algum de seus serviços viesse pré-instalado. Basicamente, se você quer o Gmail e o YouTube como itens de fábrica, precisa trazer todo o resto da família na bagagem. Comercialmente falando, faz muito sentido trazer apps considerados essenciais, mas é o tipo de coisa que não beneficia em nada o usuário.

Android Lollipop

Como a autorização dependia da Google, ela aproveitava para empurrar outros aplicativos não tão populares assim, quase como uma venda casada. É o famoso bloatware, que serve apenas para ocupar espaço em seu smartphone e tira todo mundo do sério, tanto os donos do Android quanto os do iOS e Windows Phone.

No entanto, parece que alguém dentro da empresa viu o quanto isso é realmente incômodo e decidiu rever essas exigências. Talvez tenha comprado um celular novo e visto a quantidade de lixo que vem junto ou apenas percebeu que esse tipo de estratégia com base na imposição não funciona — jamais saberemos. Mas a verdade é que o número de apps dentro do "pacote de exigências" ficou menor e mais perto daquilo que podemos considerar aceitável.

Como o Android Central revela, as fabricantes não serão mais obrigadas a adicionar o Google+, o Play Books, o Play Games e nem mesmo o Newsstand em seus aparelhos caso queiram trazer de fábrica algum outro produto da empresa. Com isso, esses aplicativos se juntam ao Google Earth e ao Google Keep dentro do cesto de apps negligenciados — ou que as pessoas só vão baixar caso estejam realmente interessadas, como sempre deveria ter sido.

Isso significa o fim de bloatware? Nem de perto, mas representa pelo menos uma tímida vitória para o usuário, que vai ter de se preocupar um pouco menos em esconder esse monte de lixo em pastas ou áreas longe de sua vista. E esperamos realmente que Apple e Microsoft se espelhem no exemplo do Google e façam algo semelhante em seus sistemas. Ou que, pelo menos, nos permita excluir esses apps que não utilizamos.

Via: Android Central

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