Redes botnets ampliam complexidade das ameaças para Android

Por André Carraretto | 16 de Julho de 2014 às 13h11

O Android é o sistema operacional móvel com maior abrangência no mercado mundial, responsável por quase 80% de Market Share dos smartphones em 2013, segundo pesquisa divulgada pelo Gartner. Por conta desse volume, o Android passou a receber a atenção de muitos cibercriminosos, que focaram seus esforços para aproveitar a facilidade de publicação de aplicativos infectados, pelo fato de ser uma plataforma aberta e facilitar ataques mais amplos.

As ofensivas mais comuns nos smartphones com este sistema acontecem pela instalação de malwares a partir de downloads de apps desconhecidos ou maliciosos. E muitos desses ataques buscam também formar botnets, ou seja, um conjunto de dispositivos ligados à web, controlados remotamente, que possibilitam ao atacante executar funções no dispositivo infectado.

Nesse tipo de rede, pouco conhecida dos usuários finais, os criminosos digitais conseguem difundir spams via SMS, obter informações pessoais como a lista de contatos, e-mails e dados armazenados, comprar aplicativos e realizar ligações sem serem percebidos. Além disso, também é possível baixar e instalar outros tipos de malware no dispositivo infectado e/ou enviar códigos maliciosos via Bluetooth.

Assim, é possível dizer que o cenário de ameaças móveis se aproxima cada vez mais da complexidade do mundo dos computadores tradicionais, tanto em termos de capacidade quanto de flexibilidade. De acordo com estatísticas da Symantec, entre Junho de 2012 e Junho de 2013, o número de amostras de malware disponíveis na Internet quadruplicou, passando de 32 mil para cerca de 273 mil. E, como apenas 49% dos usuários de smartphone possuem um sistema de segurança online instalado em seus dispositivos móveis, a exposição a riscos nesses aparatos é bem maior do que nos PCs.

Por isso, alguns cuidados se fazem necessários para garantir a proteção de dados e informações pessoais. Utilize sempre a versão atualizada do Android de acordo com o fabricante do seu smartphone e faça sempre o download de aplicativos de lojas oficiais e que tenham uma boa reputação por parte dos usuários. Além disso, pense nos dispositivos móveis como minicomputadores e use uma solução de proteção completa, como o Norton Mobile Security, evitando a disseminação de malwares e facilitando a identificação de códigos maliciosos embutidos nos downloads de aplicativos.

*André Carraretto é Estrategista em Segurança Digital da Symantec.

Inscreva-se em nosso canal do YouTube!

Análises, dicas, cobertura de eventos e muito mais. Todo dia tem vídeo novo para você.