Próxima versão do Android deve ser até duas vezes mais rápida que a atual

Por Redação | 20 de Junho de 2014 às 08h32

Há alguns meses, o Google adicionou ao Android uma opção de execução experimental chamado ART (Android Runtime), cujo objetivo é acelerar o andamento de aplicativos e substituir o método atual de execução, o Dalvik. O recurso foi lançado junto com a versão 4.4 KitKat, no final do ano passado, apenas para dispositivos da linha Nexus e, desde então, tem permitido que a empresa teste a tecnologia com o público até que seja disponibilizada oficialmente para todos os usuários.

E no que depender do site XDA Developers, o lançamento da ferramenta não deve demorar tanto assim para acontecer. Isso porque alguns desenvolvedores detectaram no banco de dados do Android Open Source Project (AOSP), nesta quinta-feira (19), indícios de que o Dalvik será removido definitivamente da próxima versão do sistema operacional do Google – a 4.5 ou 5.0, ainda não se sabe – e ser substituído pelo ART, que será, por padrão, o novo modelo de execução de apps da plataforma.

Em imagens captadas pelos desenvolvedores, é possível perceber a frase "Dalvik is dead" ("Dalvik está morto", na tradução livre) e alguns códigos que indicam mudança no tempo de execução do atual recurso para o novo ART. Como o Android Runtime ainda não é o método padrão, donos de Nexus 5 podem alterar para o Dalvik nas configurações do aparelho (ou vice-versa).

Por que a mudança?

São dois os motivos principais: aumentar significativamente a vida útil de bateria e melhorar a velocidade de execução das ferramentas e aplicativos instalados no gadget. Basicamente, o Dalvik, presente desde a primeira versão do Android, consiste em uma técnica conhecida como JIT (Just In Time), que primeiro traduz o código do app para o dispositivo em questão (um tablet ou um smartphone) e só depois é executado pelo processador principal.

Já o ART é baseado em uma técnica chamada AOT (Ahead Of Time) que, ao contrário do Dalvik – que precisa traduzir o código do programa durante sua execução –, ocorre antes do aplicativo rodar de fato. Dessa forma, o ART, em comparação com o Dalvik, pode aumentar em até duas vezes a velocidade de execução de um app, reduzindo a sensação de travamento na abertura do programa e tornando o sistema operacional muito mais eficiente.

Mas nem tudo é perfeito. Apesar desse pequeno boost na velocidade, o ART traz também alguns pontos fracos. Um deles é que, para garantir mais rapidez na execução, os aplicativos terão de ocupar mais espaço na memória do aparelho e a instalação inicial das ferramentas será mais demorada que a atual. Além disso, alguns apps podem apresentar problemas técnicos e operar com lentidão porque ainda não foram otimizados para rodar no ART, como é o caso do Pandora e do WhatsApp.

Em todo o caso, novas informações devem ser anunciadas na Google I/O, conferência da gigante das buscas que acontece na semana que vem. E caso o ART não esteja por padrão no novo Android, o Google certamente lançará novos recursos para aprimorar ainda mais o sistema do robôzinho verde. O jeito é esperar para ver.

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