Google também quer rastrear usuários na vida real

Por Redação | 14 de Novembro de 2013 às 11h55

O Google está dando um passo à frente na tentativa de usar os smartphones para conectar as atividades online dos consumidores com suas atividades na "vida real". A novidade envolve o monitoramento dos smartphones o tempo todo, mesmo quando os usuários não estiverem utilizando um aplicativo do gigante da web.

O DigiDay afirma que o programa está em fase de testes e que ele usa dados de localização de smartphones para determinar quando os consumidores visitam lojas físicas. Em seguida, o Google liga todas as visitas do usuário às lojas físicas com as pesquisas realizadas via smartphone no motor de buscas da empresa. A ideia central é provar que os anúncios para celular, de fato, funcionam e são rentáveis para os lojistas.

Por exemplo, caso um usuário pesquise por "chave de fenda" em seu smartphone, uma determinada loja de ferramentas pode aparecer na lista de resultados. Com o novo programa, o Google pode emparelhar os dados de localização do usuário com seu banco de dados de anúncios de lojas e ver se a pessoa que viu o anúncio nos resultados de busca posteriormente visitou a loja.

A capacidade do Google de fazer esse tipo de conexão de dados é baseada na permissão do usuário, que habilita ou não os serviços de localização em seu smartphone. Mas vale destacar que nem sempre essas opções estão claras para o usuário, que pode não perceber que optou pelo monitoramento constante da localização de seu aparelho. Enganam-se também aqueles que pensam que esse tipo de monitoramente só é válido para Android, pois o Google também pode rastrear constantemente a localização de usuários de iPhone por meio de aplicativos da empresa para iOS.

Apesar de o Google ter se recusado a comentar o assunto, sabemos que a publicidade em smartphones é um alvo real das grandes empresas de internet. Uma pesquisa recente apontou que este tipo de publicidade deve crescer 70% nos próximos anos apenas na América Latina. Isso quer dizer que serão injetados US$ 571 milhões em publicidade móvel até 2017 na região. Outra pesquisa aponta que apenas no primeiro semestre deste ano, os anúncios em dispositivos móveis cresceram 145%.

O rastreamento de localização não é nenhuma novidade para o Google – que tem recolhido dados de localização dos usuários há anos. A diferença agora é que o gigante da web está utilizando os dados de localização para mensurar visitas às lojas físicas e, por sua vez, tentar mostrar aos anunciantes a eficácia de seus anúncios móveis.

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