Google exigirá mais de fabricantes de aparelhos Android, em especial a Samsung

Por Redação | 29 de Setembro de 2014 às 10h41
photo_camera Divulgação

Quando se trata de aparelhos equipados com Android, é comum várias fabricantes estarem presentes. Samsung, HTC, Motorola, LG e Sony são apenas algumas das empresas que adotam o robô verde como principal sistema operacional para seus smartphones e tablets. Porém, parece que agora o Google quer obter maior controle em relação ao seu sistema operacional.

A companhia liderada por Larry Page não estaria gostando do fato de fabricantes, em especial a Samsung, inserirem em seu sistema personalizações e até lojas de aplicativos independentes, como a Loja de aplicativos Galaxy, por exemplo.

Documentos obtidos por Amir Efrati do The Information revelam que o Google vem aumentando suas exigências para os parceiros que fabricam aparelhos com o sistema Android. As informações sugerem que o Google os restringirá em relação à quantidade de aplicativos inseridos nativamente.

Um dos motivos para a atitude do gigante das buscas é promover uma experiência consistente em todos os dispositivos com Android e, para isso, poderá recusar algumas personalizações propostas pelas fabricantes. Efrati observa que "tem ocorrido diversas divergências sobre este assunto, principalmente entre o Google e a Samsung".

Isso não seria nada surpreendente visto que a Samsung é conhecida por adicionar ao Android seu próprio software, a interface TouchWiz. A empresa também enfatiza seus próprios recursos de software e aplicativos ao promover seus aparelhos e isso não é nada agradável para o Google.

Enquanto a Samsung é uma das maiores parceiras do Google, ela é também um grande rival em relação ao segmento de smartphones. A popular linha Galaxy da sul-coreana compete diretamente com os aparelhos da linha Nexus do Google, que utilizam versões pouco modificadas do Android.

Certamente o Google apertará o cerco para as empresas se adequarem ao seu conceito de distribuição do Android. Mesmo que algumas fabricantes não gostem da iniciativa da empresa americana, praticamente não há alternativas no mercado. Sistemas como Windows Phone, Tizen e Firefox OS ainda têm um alcance bem limitado em relação ao Android, que, de forma isolada, é o sistema operacional móvel mais utilizado no mundo com 85% do mercado mundial de smartphones.

A expectativa, daqui em diante, é que o Google sugira um novo contrato para exigir que as fabricantes aumentem a quantidade de aplicações da empresa nos aparelhos. Um widget de pesquisa na tela inicial do telefone, juntamente com o ícone da loja Google Play devem ter prioridade nos smartphones e tablets. Além disso, a empresa quer embutir 13 de seus aplicativos como o Google Chrome, Google Maps, Gmail, YouTube, entre outros.

Ainda não é possível saber o impacto das novas regras, mas se o relatório de Efrati for legítimo, isso poderá significar que teremos menos personalização em aparelhos com Android num futuro próximo.

Fonte: http://www.businessinsider.com/google-restrictions-android-2014-9

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