Cuidado: ferramenta de limpeza padrão do Android não é totalmente segura

Por Redação | 09 de Julho de 2014 às 16h25

Um estudo da Avast, reconhecida por fabricar um dos principais antivírus do mercado, adicionou mais uma preocupação de segurança à lista cada vez mais crescente dos usuários de smartphone. De acordo com a empresa, a função de retorno às configurações de fábrica de aparelhos com sistema operacional Android pode não deletar completamente os dados pessoais do aparelho, deixando-os vulneráveis caso caiam em mãos maliciosas.

Como o destino de aparelhos usados normalmente é a doação ou a venda, foi justamente essa a metodologia usada pela Avast. A empresa adquiriu 20 smartphones Android, de diversas marcas e modelos, pelo eBay, o reconhecido site internacional de leilões. Ao receber os celulares, a empresa utilizou softwares para recuperação de dados e obteve resultados bastante assustadores.

Das duas dezenas de dispositivos adquiridos, foram obtidas mais de 40 mil fotos – incluindo 250 de nudez –, 750 comunicações por e-mails ou mensagens de texto e 250 contatos da agenda. E, em um resultado que parece ainda mais grave, a identidade completa de pelo menos quatro usuários anteriores pôde ser recuperada, assim como uma aplicação para empréstimo bancário que estava armazenada em um dos celulares.

De acordo com Jude McColgan, presidente da divisão mobile da Avast, o problema acontece devido ao fato da função “factory reset” apenas limpar o aparelho a nível de software. Ou seja, a utilização de softwares de recuperação de dados podem facilmente trazer as informações de volta, já que eles continuam presentes fisicamente na memória do aparelho. As informações foram publicadas pelo CNET.

Não foi nada difícil obter essas informações deletadas, já que de acordo com a Avast, foram usadas ferramentas disponíveis facilmente no mercado para realizar o estudo, o que torna os resultados ainda mais importantes. Aplicativos como o FTK Imager, por exemplo, foram usados para recuperar os dados, deixando dúvidas sobre o que alguém com conhecimentos reais e profundos sobre o assunto poderia fazer.

O problema é que quem detém conhecimentos desse nível, também possui os meios de usá-los – com resultados desastrosos, na maioria das vezes. As possibilidades são diversas, desde a tentativa de aplicação de golpes até a invasão de redes sociais ou, pior ainda, utilização de dados bancários em fraudes.

Como dica, a Avast sugere a utilização de soluções avançadas de segurança, que efetivamente limpem a memória dos celulares. Além disso, evite vender smartphones com o cartão de memória utilizado durante o uso cotidiano e, acima de tudo, prefira vender os aparelhos para pessoas de confiança, em vez de anunciá-los publicamente na internet. Apesar disso não ser garantia de evitar um uso malicioso, a prática pode trazer mais segurança.

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