Aplicativos maliciosos para Android cresceram 486% em apenas um ano

Por Redação | 25.02.2014 às 12:05
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Com a rápida expansão e adoção dos dispositivos móveis, não ia demorar muito para que criminosos do mundo inteiro direcionassem seus ataques a esses gadgets. E a situação é ainda mais preocupante para quem tem um aparelho Android: de acordo com a empresa de segurança G Data, o número de aplicativos maliciosos para dispositivos móveis do sistema operacional móvel do Google cresceu 486% no ano passado quando comparado a 2012.

No total, foram 1,2 milhão de ameaças detectadas. Só no período entre julho e dezembro de 2013, foram identificadas 673 mil novas ameaças direcionadas ao software do robô verde, um novo recorde negativo durante todo o ano.

Quase metade do total de vírus encontrados pode ser agrupado em famílias de malware, sendo que os chamados "trojans" são os mais utilizados pelos crackers (80,9%), seguido pelos "backdoors" (18,8%) e pelos "exploits" (0,3%). Entre as ameaças sem classificação, que representam 53,6% do total, estão programas que, aparentemente, não apresentam risco, mas que costumam esconder funções de espião e se dedicam a repetir anúncios constantemente. Estes, segundo o estudo, são mais difíceis de serem removidos.

Eddy Willems, analista em segurança da G Data, afirma que a indústria do crime cibernético continua a todo vapor na produção de novas ameaças e se aproveita de partes "muito frágeis" de tablets e smartphones, que agora armazenam tanta informação quanto os computadores de mesa. Como informa a Folha de São Paulo, 2014 pode ser o ano do roubo de dados em dispositivos móveis, com um aumento de ataques cruzados entre plataformas - assim como fraudes em torno de bitcoins e outras moedas digitais.

Dentro dessa previsão nada animadora para as fabricantes e usuários, a G Data faz um alerta sobre a possível aparição de aplicativos maliciosos capazes de roubar moedas digitais diretamente de tablets e smartphones com sistema operacional Android. A companhia ainda adverte sobre o foco do crime eletrônico no desenvolvimento de ameaças que podem interferir em operações de bancos online. Isso graças a ataques multiplataforma e ao roubo de dados pessoais por celulares e outros aparelhos portáteis.

A situação do Android é preocupante porque outros relatórios já apontavam a preferência dos cibercriminosos pelo sistema. Em maio do ano passado, uma pesquisa da empresa de segurança F-Secure constatou que 91,3% de todas as ameaças virtuais voltadas para dispositivos móveis são destinadas ao Android. No primeiro trimestre de 2013, o número de novos malwares praticamente dobrou quando comparado ao mesmo período do ano anterior, sendo que boa parte desses vírus estão ficando mais perigosos - como é o caso do Cavalo de Troia Stels.