17% dos aplicativos para Android trazem malwares, diz Symantec

Por Redação | 28 de Abril de 2015 às 10h39

O cuidado de quem usa celulares com o sistema operacional Android precisa ser cada vez maior, mesmo para aqueles que só baixam aplicativos por meio da Google Play Store. De acordo com um novo relatório de segurança digital publicado pela Symantec, 17% de todos os softwares desenvolvidos para a plataforma carregam algum tipo de malware, prontos para infectarem o dispositivo dos usuários assim que uma solução aparentemente legítima se instala por lá.

Nesse total de quase um milhão de aplicativos estão tanto soluções encontradas na própria loja oficial do Google quanto aquelas disponíveis em marketplaces externos, uma solução ainda menos recomendada em termos de segurança. E de todo esse bolo, mais de um terço são os chamados adwares, que colocam anúncios onde eles não deveriam estar e dificultam bastante a experiência com os aparelhos, ou rastreadores, que acompanham a atividade dos usuários. Em ambos os casos, o objetivo final é a exibição de anúncios mesmo em softwares que não contam com esse tipo de suporte, com a renda sendo revertida aos indivíduos responsáveis pelas soluções maliciosas.

A Symantec também chama a atenção para o crescimento dos ransomwares, pragas que, literalmente, sequestram os dispositivos dos clientes em troca de pagamentos em dinheiro. Em muitos casos, a mensagem feita para enganar usuários infectados traz o estilo visual de departamentos policiais, que acusam a vítima de ter realizado operações ilegais. Para interromper o bloqueio, é preciso pagar uma multa. As autoridades, claro, não trabalham dessa maneira.

O restante dos apps infectados acabou dividido entre softwares que enviam por e-mail ou mensagens dados da agenda e perfis dos usuários aos hackers. Além disso, foram encontradas diversas instâncias de malwares que tentam inscrever a vítima em serviços premium, de forma que ela somente perceba que isso aconteceu quando a conta telefônica ou a fatura do cartão chega pelo correio.

Apesar dessa grande proliferação de pragas, o Google foi elogiado no relatório por seu trabalho ostensivo no combate aos malwares, que normalmente são identificados antes mesmo de entrarem no ar. Mesmo quando acabam ultrapassando o bloqueio, a empresa é rápida em tomar medidas quando fica sabendo de um app malicioso entre suas listagens, retirando-o rapidamente da loja.

É justamente por isso que a grande recomendação da firma de segurança é evitar o download e instalação de apps em marketplaces que não sejam o do Google. O alerta é importante principalmente para quem tem o costume de piratear softwares pagos por meio de sites de torrent ou que oferecem downloads, uma vez que, na hora de disponibilizar tais soluções gratuitamente, os responsáveis também acabam fazendo alterações nelas de forma a ocultar malwares de inserção de anúncios ou roubo de dados.

Os dados revelados pela Symantec foram obtidos ao longo de todo o ano de 2014, com verificações diárias de novos aplicativos e atualizações liberadas pelos desenvolvedores. Mais de 200 lojas online de softwares para Android foram analisadas, com mais de 6,3 milhões de soluções verificadas durante o período do estudo.

Fontes: Symantec, Yahoo

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