Sony Xperia XA [Análise]

Por Adriano Ponte RSS

A Sony é famosa por oferecer produtos de qualidade há muito tempo, seja o Walkman ou o PlayStation. Contudo, a japonesa também é conhecida por abusar dos preços de alguns de seus equipamentos, como nos casos da sua linha de televisores e dos seus smartphones. O Xperia XA, novo portátil da companhia, infelizmente não foge à regra.

O aparelho tem moldura de metal e traseira de policarbonato, combinação que resulta num dispositivo agradável tanto para os olhos quanto para o toque. O XA vem com a intenção de ser um modelo mais barato da Sony, mas, apesar disso, esteticamente é bem parecido com seu irmão maior, com um tom “cristal-doce” na parte frontal — nada mais do que um vidro arredondado, o tal do 2.5D, como chamam.

Especificações

  • Chipset MediaTek Helio P10;
  • CPU octa-core 2,0 GHz Cortex-A53;
  • GPU Mali-T860MP2;
  • 2 GB de memória RAM;
  • 16 GB para armazenamento interno (com suporte para microSD de até 256 GB);
  • Tela IPS LCD de 5 polegadas com resolução de 720 x 1.280 pixels (~294 ppi);
  • Câmera traseira de 13 megapixels com abertura f/2.0, detecção de fase e gravação de vídeos em 1080p a 30 fps;
  • Câmera frontal de 8 megapixels com abertura f/2.0 e gravação de vídeo em 1080p a 30 fps;
  • Conexões Wi-Fi a/b/g/n, Bluetooth 4.1, GPS/GLONASS e NFC;
  • Dimensões: 143,6 x 66,8 x 7,9 milímetros;
  • Peso: 137 gramas;
  • Android  6.0.1 Marshmallow.

Xperia XAXperia XA é a versão mais barata do Xperia X. (Foto: Canaltech)

Display e multimídia

Durante os nossos testes, pudemos notar que as cores e tons exibidos no display do Xperia XA não são tão vivos como em outros aparelhos da marca. Contudo, não dá para dizer que a tela do XA é ruim: longe disso, as imagens reproduzidas nela são OK para um painel LCD, atingindo níveis respeitáveis de contraste e oferecendo uma boa experiência no final das contas.

Apesar de ser uma tela LCD, ela atinge níveis muito baixos de luminosidade quando necessário, excelente para não tornar cenas escuras enevoadas com brilho em excesso. Os reflexos aqui também estão sob controle, com o aparelho oferecendo bons ângulos de visão. Único detalhe aqui é que é possível visualizar menos ou mais saturação conforme o dispositivo é colocado em posições muito inclinadas.

Entretanto, o principal fato sobre este display é a sua resolução. Como ela é limitada a 720p, isso pode incomodar os mais exigentes em relação aos detalhes do conteúdo reproduzido. Para quem for consumir streaming, este valor está ótimo, deixando problema para quem deseja rodar alguns games renderizados nesta resolução inferior.

Usabilidade e desempenho

Quando você liga o XA, a primeira coisa que vê é o launcher da Sony. Ele é suave e focado nos widgets desenvolvidos pela fabricante, mas ainda assim se trata de uma modificação clara no Android. Fora a tela de bloqueio, que também é customizada, temos pacotes de ícones da Sony dentro do menu de configuração.

E eis que estamos novamente frente a frente com um dispositivo movido por um chip da MediaTek. Nós desenvolvemos um pouco de desconfiança desta marca aqui na redação, mas daremos uma nova chance a ela. Começamos o teste de esforço e logo de cara foi possível perceber que não é o rótulo de octa-core que daria uma larga vantagem para este aparelho — ele é um intermediário e ponto final. A execução de jogos ou mesmo do sistema carregado deixa evidente que o Xperia XA tem uma ou  outra espera. Ele é bom, mas não sobra potência, esbarrando basicamente no problema de todo intermediário.

Xperia XANo geral, o XA não engasga, mas também não traz potência de sobra. (Foto: Canaltech)

Se aquele game que você curte vai rodar bem ou não, é sorteio, mas há boas chances da resposta ser positiva. É aquela regra: muitos itens renderizados em 3D ao mesmo tempo derrubam a taxa de quadros por segundo do aparelho e torna a experiência menos agradável.

Assim, temos um aparelho que até entrega boa potência para um intermediário, mas com uma GPU pensada na resolução 720p. A placa gráfica foi colocada para resolver as coisas em menos resolução, então, forçá-la não vai render bons resultados.

Câmeras

Se você esperava que a versão mais barata do Xperia XA viesse com a mesma câmera do X, estava enganado. Este aparelho é equipado com outra câmera, e a prova disso é que seu autofoco não se mostrou tão eficaz quanto o do X em nossos testes, tornando menos eficaz a função de captura imediata. Porém, dá para dizer que a câmera do XA se sai bem, sim.

A qualidade das imagens é uma surpresa positiva. As câmeras dos Xperia normalmente realizam um forte pós-processamento, mas, no caso deste gadget, há uma maturidade muito maior quanto a isso. Assim, o resultado das suas capturas são imagens bem menos aquareladas do que de costume. As fotos são equilibradas, alcançando um nível excelente para um dispositivo intermediário — apesar de serem puxadas mais para o azul no balanço de branco.

De forma geral, essas definições todas valem também para a câmera de selfies, que tem apenas uma escala reduzida. Seus 8 megapixels e seu bom desempenho de cores colocam o XA em um ótimo patamar para os viciados em autorretratos.

Xperia XAAs câmeras são os grandes pontos positivos do novo smartphone da Sony. (Foto: Canaltech)

Baterias e acessórios

Dando vida ao XA nós temos uma bateria de questionáveis 2.300 mAh, valor bem estranho para 2016 — sem dúvida, esperávamos aqui um tanque de, no mínimo, 3.000 mAh. Mas tudo bem, fizemos a nossa parte: iniciamos os testes de 1 hora de streaming contínuo via Wi-Fi e com tela no brilho máximo.

Notamos uma descarga média de 16% da bateria por hora de uso ativo no aparelho. Apesar da baixa quantidade de mAh, a marca é interessante, dado que a bateria é menor do que o normal para os padrões atuais. Em suma, a nossa opinião é que temos aqui um celular econômico, mas que falha em chegar tranquilo ao final do dia por causa do tamanho da bateria.

E notamos um detalhe estranho em relação ao XA. A descrição oficial informa que o produto possui suporte ao carregamento rápido Pump Express+ 2.0. Contudo, isso deve acontecer apenas com um carregador compatível, mas não com aquele incluído na embalagem do aparelho. Após uma hora inteira ligado à tomada, notamos uma recarga de 65% da bateria, mas a carga seria rápida de fato se isso fosse atingido em meia hora ou menos.

Vale a pena?

Até a data de encerramento desta análise, o preço médio do XA nas lojas era de R$ 1.700, um valor alto, mas não tão alto quanto a Sony costuma apresentar para os seus smartphones. A questão é: o XA é notadamente mais caro do que os seus rivais de categoria, chegando a lembrar as linhas “gourmet” da Samsung (os Galaxy A).

A diferença de preço entre o Moto G4 Plus e o XA não é grande (aproximadamente R$ 200), então, os fãs da Sony podem adquirir este aparelho sem precisar negociar um órgão para isso. O problema, aqui, é o custo benefício: levando o XA para casa em vez de um G4 Plus, por exemplo, você adquire um gadget com menos bateria e sem leitor de impressão digital. É uma escolha problemática.

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