Samsung Galaxy S7: a análise completa

Por Adriano Ponte RSS

Depois de experimentarmos o Galaxy S7 na MWC 2016 em Barcelona, chegou a hora de colocarmos as mãos no modelo brasileiro do topo de linha da Samsung que foi lançado no Brasil nesta quinta-feira, dia 17. Será que ele é mesmo tudo o que a Samsung promete? Confira a resposta na nossa análise completa.

Samsung Galaxy S7

O APARELHO

Moldado em metal e vidro (com Gorilla Glass), o S7 traz um aspecto premium forte. Ele tem aquela "carinha de Samsung" que bem conhecemos, mantendo inclusive o botão físico de sempre. Ao manuseá-lo, nota-se que ele espelha o que a "Sammy" tem mirado nos últimos lançamentos com metal - uma forma "unibody" e muito brilhante. Mas ainda vai um pouco além do fator "estética".

O resultado para as mãos é um aparelho forte, robusto. A sul-coreana deu o braço a torcer e equipou o seu novo TOP de linha com proteção IP68, permitindo acidentes aquáticos com até 1.5m de profundidade por no máximo 30 min. 

Ele pesa 152 g - sim, um pouco mais pesado que o S6, que tem 138 g. Em termos de espessura, o s7 tem 7.9 mm, cerca de 1mm mais grosso que seu antecessor. 

Ficamos boquiabertos com o fato da Samsung optar pela primeira vez dentre os últimos anos em entregar um aparelho que não é desnecessariamente mais fino, e que por conta disso, traz mais bateria e resistência ao aparelho. Melhor ainda, a traseira dele acompanha melhor a "lombada" da câmera, que diga-se de passagem, virou moda ficar saltada do corpo dos aparelhos, simulando um "tumor" com lente.

Samsung Galaxy S7

ESPECIFICAÇÕES

Quem move o S7 são dois Chipsets diferentes, dependendo da região em que ele é oferecido. Um deles é o Exynos 8890 Octa (fabricado pela própria Samsung), e o outro é o Snapdragon 820 (da Qualcomm).

Ambos os modelos, segundo a Samsung, tem performance equivalente e foram projetados para trabalharem de igual para igual.

Vamos começar pelo modelo equipado com Snapdragon 820.

Ele traz uma CPU Kryo Dual-core 2.15 GHz & Kryo Dual-core 1.6 GHz e GPU Adreno 530.

Já no modelo Exynos 8890 Octa, a CPU é uma Quad-core 2.3 GHz Cortex-A53 + Quad-core 1.6 GHz Cortex-A53. A GPU é a Mali-T880 MP12. 

NOTA: É este modelo, com Exynos, que recebemos para testes em nossa redação.

As demais especificações dos aparelhos são compartilhadas entre ambos os modelos, independente do Chipset embarcado. Então temos adicionalmente 4 GB RAM, 32 ou 64 GB de armazenamento interno COM suporte a cartão MicroSD.

As conexões são Wi-Fi a/b/g/n/ac, dual-band, bluetooth v4.2 e NFC. O sensor biométrico no botão "HOME" segue, como no antecessor.

A localização do aparelho é feita por GPS, GLONASS e BDS. A versão do Android é a Marshmallow (6.0).

Samsung Galaxy S7

DISPLAY e MULTIMÍDIA

Ocupando 5.1" na frente do S7, segue o Display Super AMOLED do aparelho, rodando na resolução de 1440 x 2560 (resultando em 577 ppi). O S7 possui a capacidade de operar no modo Always ON, mantendo sempre parte da tela ativa, mostrando uma prévia condensada de informações e a hora do aparelho - tudo isso com baixíssimo consumo de energia.

Taí uma "novidade" (entre aspas) que foi super alardeada pela Samsung, mas que já existe nos Lumias há algum tempo.

Analisando mais de perto a função, dá até certo tom de "surpresa". A Samsung colocou três modos de funcionamento para o recurso inicialmente, havendo customização dentre os três modos. Quem esperava um recurso "cru" e "experimental" pode deixar o ceticismo de lado. Simplesmente parece que a Samsung sempre teve isso em seus aparelhos.

Além da habilidade de usar o Always ON, a vantagem de estar equipado com AMOLED - pelo menos nos modelos anteriores - significa alta qualidade nos pretos e nas cores exibidas pelo S7.

Na prática, temos excelentes níveis de contraste, e cores muito brilhantes. Mesmo em níveis baixos de iluminação do visor, é possível ver claramente a definição dos tons multicoloridos. O que é claro chega a "ofuscar", e o que é escuro parece "diluir-se" ao fundo.

Mas, se o display é tão bom como o do antecessor, haveria fatalmente algum calcanhar de aquiles do passado em outro ponto. Sim, estamos falando da saída de som do S7. Infelizmente, a Samsung optou por colocar apenas um alto-falante no S7, e em baixo do aparelho. Cobrir o canto direito dele com o dedo significa um abafamento quase que completo dos sons, limitando a pegada na hora de conferir alguma coisa sem utilizar fones de ouvido.

A qualidade do som que sai dali poderia ser melhor, mas, pelo menos, não se rebaixa ao nível "radinho de pilha" que alguns aparelhos têm. Sinceramente, faltou muito para esse alto-falante ficar ao nível de um "top de linha" de qualquer fabricante.

Samsung Galaxy S7

USABILIDADE e DESEMPENHO

Infelizmente, não foi dessa vez que a Samsung "exorcizou" seu aparelho da famigerada "TouchWiz", ou "UX" segundo os nomes modernos. Ela está mais leve e esperta do que no passado, é verdade, mas é lamentável que uma empresa experiente como a Samsung não use Android puro num aparelho tão poderoso. Ainda mais que sabemos O QUANTO customizações no sistema atrasam o processo de atualização para novas versões do Android. Mas isso é outra história...

Quanto ao poder de fogo, não temos como reclamar. Tudo que testamos no aparelho rodou em fluidez máxima, e nem de longe tivemos ameaças de desempenho.

Rodamos o Antutu benchmark para aqueles mais "ávidos por números", então anotem aí: Nosso S7 fez 128.630 pontos.

E testamos o leitor de digitais... E continua no meio caminho. Ainda é necessário apertar o botão "HOME" para desbloquear o aparelho, e ainda existe uma pequena pausa entre o acendimento da tela e o desbloqueio de fato. É, exatamente como o S6 fazia... não foi dessa vez que a leitura se tornou quase-instantânea.

Samsung Galaxy S7

CÂMERAS

O Galaxy S7 é equipado com uma câmera traseira de 12 MP 26mm. Sim, parece um downgrade olhando apenas para a resolução do sensor, mas não é. A abertura do aparelho agora é de f/1.7, é maior do que a do S6. Isso quer dizer "mais luz" entrando no aparelho, garantindo fotos melhores, mais claras e mais rápidas, quando somamos esse fato aos outros componentes do conjunto óptico do S7. Sim, há OIS (ou estabilização óptica de imagem) no S7.

Já na câmera frontal são 5 MP, 22mm, também com abertura de f/1.7. A teoria também nos diz a mesma fórmula de "mais luz, qualidade e tal".

Notamos que o foco do aparelho está mais rápido que o do irmão do ano passado, e o limite de captura sequencial subiu para 100 fotos. Fotos não-sequenciais não tem tempo de espera entre um clique e outro, também.

Realmente as coisas subiram de nível, e com registro excelente de detalhes e cores nas imagens. E isso vale para ambas as câmeras, com qualidade equivalente (mas respeitando que produzem fotos de tamanhos diferentes).

E segue o modo "PRO" na interface para os mais puristas. Para os "automáticos", temos opções competentes também, além do "duplo clique" no home para completar os atalhos de câmera.

Samsung Galaxy S7

BATERIA e ACESSÓRIOS

Poderia ser melhor, mas já é um começo. A Samsung aumentou a bateria do S7, fechando em 3000 mAh a sua capacidade. São aprox. 500 mAh a mais que o S6, mas ainda assim é um tamanho menor que o tanque trazido pelo S7 Edge.

Muito bem, vamos começar pela novidade, a tela "always on" do S7. Desativamos todos os recursos do aparelho, e deixamos apenas a tela ativada em modo avião para saber qual impacto ela traria à bateria. O resultado foi muito bom. Menos de 1% da bateria é drenado a cada hora. Isso contando o standby do S7 + a tela always on ativada. Isso quer dizer que no máximo 12% da sua carga pode ir embora durante o dia para alimentar o recurso, num cenário bem pessimista.

Seguindo nossos testes, conseguimos drenar cerca de 11% da bateria do S7 em streaming contínuo de vídeos, atingindo uma excelente marca, praticamente um recordista entre os aparelhos testados aqui na redação. É perfeitamente possível passar o dia com o aparelho, utilizando normalmente o monstrinho. E para os mais paranoicos, tem um "bônus" para aquela "carguinha de fim de dia".

O carregamento rápido (Quick Charge 2.0) está presente no aparelho, garantindo 60% de carga em 30 min. E o carregamento sem fio, ainda não tão popular por aqui, segue no pacote.

Vale notar que o carregamento rápido dá uma rápida injeção de carga no início (sim, naqueles 30 min), e depois desacelera gradativamente. 

Para os curiosos, o carregador do S7 é adaptativo para os modelos com suporte Quick Charge, e oferece 2A de saída em modo 5V, e 1.67A em 9V automaticamente.

Dentro da caixa ainda temos um adaptador OTG para pendrives e afins (adição muito bem-vinda para qualquer aparelho), e um par de fones de ouvido de boa qualidade, tanto no encaixe auricular quanto nos sons.

Samsung Galaxy S7

VALE A PENA?

Com preço médio de 760 dólares no exterior, o S7 chega com preço proibitivo ao mundo. Mesmo com suas flutuações cambiais de moeda para moeda, promoções e preços de pré-venda, uma coisa é clara: ele é praticamente tão caro quanto o iPhone 6s da Apple, mostrando que o S7 não é para todos os bolsos.

Mesmo com alguma futura erosão de preço, o aparelho já chega num patamar muito elevado, ficando claro que não estamos mais lidando com "custos" ou "benefícios", e sim com luxo.

Se você tem vontade de gastar alguns salários num aparelho em vez de comer ou pagar o aluguel, indicamos que o S7 corresponderá como bom aparelho, com destaque pelo seu desempenho como fotógrafo. Ele de fato é uma versão melhorada do S6, valendo o upgrade para quem tem dinheiro infinito disponível.

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