Samsung Galaxy A7 2016 [Análise]

Por Adriano Ponte RSS

A linha Galaxy A tem bastante apelo junto ao público, especialmente porque trouxe uma drástica renovação visual aos gadgets da Samsung, com novos detalhes de design, pegada e também a aplicação de novos materiais. Diante disso, nada mais natural do que se perguntar se o Galaxy A7 mantém essa inovação e faz jus à linha. Também tem esta dúvida? Então confira agora a nossa análise.

Visualmente, o novo A7 passa a impressão de muita solidez. Seu tamanho útil condiz com o peso, com o aspecto geral de um aparelho compacto, mas com um ótimo aproveitamento de tela. Em resumo, ele parece pequeno, mas não é. Mais uma vez, temos vidro em um gadget da Samsung — aparentemente, esta é a identidade que a Samsung escolheu para os seus aparelhos. Na parte traseira, uma proteção Gorila Glass 4 ajuda o dispositivo a sobreviver a riscos e a outros abusos.

Galaxy A7 2016Novo Galaxy A7, da Samsung. (Foto: Canaltech)

Especificações

A versão usada nesta análise — e a única a venda no Brasil — conta com a seguinte configuração:

  • Chipset Exynos 7850 Octa com CPU Cortex-A53 octa-core de 1,6 GHz;
  • GPU Adreno 405;
  • Memória RAM de 3 GB;
  • 16 GB de armazenamento interno expansível até 128 GB via cartão microSD;
  • Tela Super AMOLED de 5,5 polegadas com resolução de 1.080 x 1.920 pixels (~401 ppi);
  • Câmera traseira de 13 megapixels, f/1.9, 28 mm, estabilização óptica, flash duplo e verificação de qualidade;
  • Câmera frontal de 5 megapixels, f/1.9, 24 mm e gravação de vídeos a 1080p;
  • Conexões Wi-Fi a/b/g/n dual-band, rádio FM, Bluetooth 4.1, GPS/GLONASS, NFC e leitor biométrico;
  • Dimensões de 151,5 x 74,1 x 7,3 mm
  • Peso de 172 gramas;
  • Android Lollipop 5.1.1.

Vale destacar aqui que a versão vendida no Brasil do Galaxy A7 é dual-sim, mas uma das entradas para o chip pode ser ocupada por um cartão microSD. Ou seja, se você quiser expandir a memória do aparelho, abre mão de um gadget dual-sim.

Display e multimídia

Apesar do aproveitamento de tela do A7 ser de 74%, ele traz um aspecto visual e dá a impressão de oferecer ainda mais tela ao usuário. O encaixe da moldura e o espaço lateral da tela dão mais destaque ao conteúdo exibido no display. A resolução é ótima, com um bom nível de ppi e a já conhecida qualidade da Super AMOLED.

Na prática, vemos um desempenho que não deve em nada para os topos de linha da Samsung, com o A7 oferecendo bons níveis de preto, cores excelentes, bom contraste e um amplo ângulo de visualização. Protegendo tudo isso, temos um Gorilla Glass 4 — ou seja, nada a reclamar da tela deste gadget.

Galaxy A7 2016Detalhes da base do A7 2016. (Foto: Canaltech)

Em relação à reprodução sonora do A7, também nada a reclamar: a qualidade de som no smartphone é bastante satisfatória para curtir conteúdos em casa usando os alto-falantes do próprio gadget.

Usabilidade e desempenho

Começando pela interface, temos a mesma postura vista em outros gadgets da Samsung ao entregar um TouchWiz menos agressivo, mas ainda assim modificando alguns detalhes da experiência com o Android. Durante os nossos testes, não notamos qualquer problema com o launcher ou ainda alterações que atrapalhassem o sistema. Vale notar aqui que, como a memória interna do aparelho não é tão generosa, é indicado remover alguns dos aplicativos da Samsung que vêm instalados no dispositivo

Em relação ao desbloqueio biométrico, é possível notar um pequeno atraso. Ao apertar o botão, é necessário manter o dedo ali por alguns instantes antes de ser possível acessar o seu gadget. O desempenho aqui fica abaixo daquele presente no Galaxy S6 e também no Galaxy S7.

Ainda no âmbito do desempenho, notamos atrasos nas trocas de tela durante o uso, especialmente na execução de games, com quedas significativas da taxa de quadros por segundo e “pausas” entre ações executadas em títulos mais complexo. A impressão que dá é a de um computador que está chegando perto do seu limite de processamento. Não trava nada, mas os apps mais hardcore não rodam de maneira lisa. Jogos mais simples ou com resoluções adaptadas funcionam maravilhosamente. Resumindo: ele conta com o desempenho de um aparelho intermediário, nem mais nem menos.

Câmeras

A câmera do A7 2016 segue muito do que foi visto no Galaxy S6, ou seja, você já tem uma ideia daquilo com o que estamos lidando. Ele conta com uma excelente abertura para um dispositivo mobile e ainda traz estabilização óptica de imagem. Para abrir a câmera, basta dar dois toques no botão home. Apesar do bom sensor, diferente do S6, o A7 não conta com muitas opções no modo Pro.

Galaxy A7 2016Parte traseira do A7 2016. (Foto: Canaltech)

Na prática, notamos que as fotos feitas com este gadget trazem mais detalhes ao custo de um pouco mais de ruído. Isso é perceptível com uma ampliação absurda da foto, então, é o tipo de coisa mais notada por nós aqui na redação do que vai ser por algum usuário no dia a dia.

As fotos tendem a lidar bem com ambientes escuros, tanto as feitas com a câmera frontal quanto aquelas capturas com a câmera traseira. Além da diferença de resolução, a câmera frontal também exibe mais ruídos nas fotos. Na parte de cores, não há do que reclamar. Ambos os sensores registram os espectros muito bem, mas com alguma tendência em tornar os tons brancos mais “quentes” quando no automático.

Baterias e acessórios

Assim como em seus aparelhos mais parrudos, a Samsung apresentou um bom panorama geral no A7 2016. Em nossos testes, notamos uma média de descarga de 10% por hora no aparelho, isso com brilho máximo e reprodução contínua de vídeo em Full HD. A marca é excelente e garante uma ótima autonomia energética para o gadget. Vale notar que o tanque do A7 é de 3.300 mAh, o que contribui fortemente para esta longevidade. Além disso, há suporte para carregamento rápido.

Vale a pena?

Se antes os phablets eram monstrengos estranhos de tamanho bizarro e manuseabilidade duvidosa, hoje em dia temos tantos entre nós que fica difícil apontar o que é um smartphone e o que é um phablet. No caso do A7 2016, ficou ainda mais difícil demarcar esta linha, pois ele encaixa bem na mão e soa natural usar algo grande.

Contudo, vamos lembrar que para levar um modelo do novo A7 para casa custa, segundo o site oficial da Samsung, R$ 2,5 mil. Na prática, é possível encontrar unidades a venda por um pouco menos, com preços que beiram os R$ 2 mil. Levando em conta o hardware, temos um preço um pouco acima do esperado. Em relação ao armazenamento interno, a realidade do novo gadget da Samsung é ainda pior. Somados estes fatores, a impressão é a de que falta algum diferencial que honre este preço — talvez uma proteção IP67 desse esse gás.

Mas, agora, a questão é: você pagaria por um produto bem construído, com boa usabilidade e design, mas com hardware questionável para o preço dele? Será que não valeria mais pegar um Galaxy S6 mesmo? Deixe a sua opinião nos comentários.

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