Google Pixel XL [Análise / Review] - Canaltech

Por André Fogaça RSS

Nós já conversamos sobre o Pixel no final do ano passado, mas ele também tem um irmão mais alto e que custa um pouco mais. O Google Pixel XL é este cara e neste vídeo eu te conto se vale a pena o investimento extra, ou não.

O APARELHO

Por fora tudo que já falamos sobre o Pixel, se aplica aqui. Se você ainda não assistiu o review anterior, vale a lembrança. O Pixel XL conta com um corpo em metal, com vidro na parte traseira. A pegada é bem confortável nas bordas, mas o metal escorrega bastante. O vidro só ajuda a ter uma sensação ainda maior de escorregar, com a clara impressão de que o material vai arranhar antes do metal. Principalmente quando o smartphone está deitado em uma mesa. Tudo encaixa bem com os 165 gramas de peso total. Pouco mais de 20 gramas além do que pesa o Pixel menor.

O vidro é meramente estético e dá sim um visual diferente de tudo que já vimos até então. Digo isso, pois as finas partes em plástico das antenas estão por aqui, em cor quase que idêntica ao restante do produto. O que ajuda bastante na hora de esconder qualquer coisa que não seja metal ou vidro.

Vale lembrar que os celulares precisam de uma área em plástico, por menor que seja, para enviar e receber dados de tudo. Seja a rede celular em 3G ou 4G, GPS, Bluetooth ou Wi-Fi. Tudo passa por estes frisos em plástico. Sem plástico, as ondas não conseguem chegar e nem sair daqui.

O Google, que está aqui por mãos da HTC na fabricação do Pixel, deixou claro que não seguiu a péssima ideia da Apple. O conector de fones de ouvido está presente e o USB trabalha na versão USB-C. Ah, o alto-falante existe apenas em uma das ranhuras da parte inferior.

Infelizmente os dois Pixel podem não sobreviver ao mergulho acidental, ou não, do dono. Tanto o Pixel como o Pixel XL são apenas resistentes à água. Isso significa que apenas respingos, ou o começo de uma chuva, podem repousar por aqui. Nada além disso.

Por fim, o leitor de impressões digitais na parte traseira funciona tão rápido quanto outros smartphones tão poderosos quanto o Pixel. Ele aciona o smartphone mesmo quando a tela está desligada. Dá até para configurar uma função extra, que com um gesto abre a área de notificações sem tocar na tela.

Funciona, mas não é uma ajuda tão grande assim para a produtividade. É mais daquele recurso que você vai mostrar para os amigos, mas que não vai utilizar tanto.

DISPLAY e MULTIMÍDIA

A tela por aqui é uma AMOLED. Tipo de tela que amamos faz tempo e que lida muito bem com contrastes. A resolução do display é de 2560 x 1440 pixels. Eles exibem cores com ótimo balanço de intensidade, tonalidade e não abusam da saturação. Como quase que todos os concorrentes de mesma tela, o Pixel consegue pretos mais intensos e cores mais vivas. Trunfo tradicional de telas que não vão de LCD tradicional.

ESPECIFICAÇÕES

Mesmo sem o processador mais potente da Qualcomm, o Pixel voa. Ele vem com um Snapdragon 821 e sabe lidar muito bem, de verdade, com qualquer aplicativo e jogo que está disponível na Play Store.

  • Snapdragon 821 (2.15 GHz)
  • GPU Adreno 530
  • 4 GB de RAM
  • 32 GB ou 128 GB de memória (sem microSD)

Para os que curtem números, dados mais técnicos e informações mais precisas sobre o desempenho, seguem benchmarks que fizemos com o Pixel XL.

USABILIDADE E DESEMPENHO

Se os números são tão pomposos, o desempenho geral é ainda melhor. Rodamos diversos aplicativos ao mesmo tempo e nenhum deles travou. Nenhum mostrou engasgo. Mesmo com um chipset feito para rodar com velocidade máxima inferior ao Snapdragon 821 de outros celulares, o Pixel XL é um foguete. Isso pode ser consequência direta do Android 7 puro e sem qualquer alteração por operadora ou fabricante. O sistema operacional móvel do Google roda muito bem sozinho, sem interface por cima.

Só para uma rápida comparação: o Pixel XL consegue desempenho superior ao Zenfone 3 Deluxe, mesmo com 2 GB a menos de RAM.

Não há nada, absolutamente nada por aqui que o Google não quisesse. Até mesmo o launcher é feito para o Pixel, com uma gaveta de apps que sobe com gesto na tela e alguns recursos bem bacanas do próprio Nougat. Como levantar da mesa para ver notificações, apertar o liga/desliga duas vezes para acionar a câmera e até tocar duas vezes na tela para ligar o display.

Em jogos, os gráficos de títulos como Asphalt Xtreme e Unkilled ficaram incríveis. Ótimos mesmo quando um jogo estava em execução e outro no fundo. Até mesmo com outros apps no fundo, além do outro jogo, tudo fluiu bem. A Adreno 530 trabalha bem o suficiente para garantir ótimo desempenho por alguns anos, sem reclamar da vida.

CÂMERAS

Não, o Google Pixel não tem a melhor câmera do mercado, mas sabe como contornar isso em pós-processamento e entrega um dos melhores resultados que eu já vi.

A lente traseira trabalha com 12,3 megapixels em abertura f/2.0. É inferior ao que seus concorrentes entregam, mas o software de câmera consegue compensar este problema. O que acontece é que ele aumenta a ISO e acaba gerando imagens noturnas nem tão bonitas, mas então o HDR entra em ação e resolve tudo isso.

O resultado final é de uma imagem impecável e que faz o pós-processamento quase que em tempo real. Isso garante que você tire a foto sem ser obrigado a prender a respiração, segurando o smartphone por alguns segundos na mesma posição.

Imagens com boas condições de luz conseguem ótimos detalhes, pouco ruído e ótimo balanço entre nitidez e cor. Noturnas ficam espetaculares para uma lente mais escura do que seus concorrentes.

Além de fotos, a câmera traseira ainda filma em até 4K e utiliza um estabilizador eletrônico de imagem. Não é tão incrível como o estabilizador mecânico que está na maioria dos smartphones topo de linha, mas faz um trabalho bastante estável.

BATERIA

Nós tiramos o Google Pixel da tomada e colocamos nas ruas, no meu bolso. Com uso intenso, recheado de navegação na web, Google Maps de vez em quando, música via stream em 4G e Wi-Fi ligado o tempo todo com o Bluetooth em um smartwatch, o Pixel XL suportou algo perto de 15 horas de uso.

Foi basicamente um dia inteiro de uso pesado, o que pode ficar tranquilo para o uso moderado tradicional. Fica seguro afirmar que os 3.450mAh de bateria garantem um dia e meio longe das tomadas.

VALE A PENA?

Eu sou amante da linha Nexus e o Pixel é apenas uma sequência natural dela. Funciona tudo de forma espetacular, leve e rápido. Mais rápido ainda do que em aparelhos concorrentes com mesmo processador. Nós do Canaltech já comentamos que temos uma preferência pelo Android puro, que está aqui. A câmera surpreendeu principalmente por uma lente escura, entregando ótimas fotos.

O único ponto negativo é a falta de armazenamento externo e o problemão com o estoque da versão de 128 GB. Ter apenas 32 GB é apertado demais. Além disso, ele não foi lançado oficialmente no Brasil e provavelmente nem será, o que atrapalha a garantia e o suporte por aqui.

Se você levar em conta isso e cuidar bem do aparelho, vale cada centavo.

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