Google Pixel vs iPhone 7 [Comparativo]

Por Adriano Ponte RSS

Android puro é um fator ausente em praticamente todos os competidores com o sistema do Google. Mas então o que acontece se compararmos um aparelho com Android puro e um iPhone? Confira no comparativo de hoje!

CONSTRUÇÃO

Começando pelo Pixel, temos um aparelho construído com alumínio aeroespacial, porém combinado com aproximadamente 1/3 de vidro na construção traseira de sua carcaça. Dizemos isso pois há dois modos de aplicação de vidro na construção de um aparelho, sendo um deles o modo estético (onde o vidro reveste o modelo e ajuda na pegada de alguma forma para evitar escorregões da mão).

Quanto ao outro modo possível de uso, é onde a fabricante consegue uma traseira terrivelmente lisa e apenas parcialmente coberta por vidro, e essa é uma adição que, apesar de diminuir a resistência final do produto, acaba por não ajudar em nada no tato ou manuseio.

Do outro lado, temos o iPhone 7 com corpo trabalhado em metal em todo seu entorno, com vidro apenas na frente do modelo. Na versão atual do aparelho, a Apple fundiu o botão HOME ao corpo dele, não sendo mais uma peça clicável, apenas uma marca em baixo relevo sensível à pressão. Essa mudança ajudou a tornar o iPhone 7 certificado com IP67, podendo agora ser submerso por até 30 minutos numa profundidade máxima de 1 metro em água doce.

Metal contra vidro, resistência à água... temos um vencedor.

Ponto para o iPhone 7.

USABILIDADE + DESEMPENHO

Começando pelo Pixel, temos um aparelho com o "Chipset Qualcomm Snapdragon 821", contando com:

  • CPU Quad-core (2x2.15 GHz Kryo & 2x1.6 GHz Kryo)
  • GPU Adreno 530
  • 4GB RAM
  • Armazenamento interno de 32/128 GB
  • Leitor de impressões digitais

E indo para o iPhone 7, temos um aparelho com o "Chipset Apple A10 Fusion", que traz:

  • CPU Quad-core 2.34 GHz (2x Hurricane + 2x Zephyr)
  • GPU PowerVR Series7XT Plus
  • 2 GB RAM
  • Armazenamento interno de 32/128/256 GB
  • Leitor de impressões digitais

Ambos aparelhos contam com as versões limpas de seus sistemas, sendo o iPhone natural portador do iOS correto, afinal a Apple não possui outras fabricantes usando seu sistema. No caso do Pixel, temos um smartphone "by Google", e isso significa que ele roda o Android limpo, ou seja, sem modificações, porcarias e danos inseridos por fabricantes sem noção.

Logo, os dois trazem as melhores experiências de seus respectivos sistemas operacionais.

Empate entre os dois modelos.

DISPLAY e MULTIMÍDIA

Começando pelo iPhone, temos uma tela IPS LCD de 4,7 polegadas rodando na resolução de 750 x 1334 pixels (fechando em 326 ppi de densidade), com gama de cores mais ampla em relação ao display do iPhone 6s. O vidro de íon-reforçado é a proteção do painel contra pequenos riscos e danos menores.

Como "extra", a tela conta com suporte ao "3D Touch", permitindo o display medir quanta pressão é aplicada em cada toque, acionando submenus e atalhos no sistema com o pressionar mais forte.

Agora voltemos a atenção para o Pixel, que conta com uma tela AMOLED de 5 polegadas, acabamento 2.5D, proteção Gorilla Glass 4 e resolução FHD (1080p), fechando em 441ppi de densidade.

Como tem sido de costume, a tecnologia AMOLED mostrou ser uma boa escolha, e nessa tela temos cores vívidas, contraste de alta eficiência, boa luminância e pretos profundos.

Não há muito o que dizer, ficando o ponto para o Pixel pela sua maior resolução (e consequentemente densidade de Pixels) somada com a qualidade superior do AMOLED.

CÂMERAS

No iPhone 7 temos uma câmera traseira de 12MP, f/1.8, com detecção de fase, OIS (estabilização óptica), com gravação de vídeos em 4K (2160p@30fps).

Como upgrade em relação ao modelo passado, temos um iPhone com capacidade de percepção da "gama de cores" maior e mais precisa, criando assim uma melhor quantidade de nuances que o sensor da câmera pode ver e registrar numa foto. O pacote inclui fotos com cores mais vivas e vibrantes.

Agora, no Pixel, temos um sensor de 12.3MP na traseira (com detecção de fase + foco laser), além de f/2.0 (26mm). Ele capta vídeos em 4K @30fps. Não há estabilização óptica no Pixel.

Ao ativar a câmera do Pixel, ele entrará sempre em modo HDR+, mantendo de forma passiva os últimos 9 quadros na memória para criar uma foto de alta qualidade a qualquer momento. Esse procedimento preserva os detalhes da foto e aplica correções/estabilizações imediatamente após a captura da foto, sem esperas. Os resultados são excelentes.

Aqui no Canaltech optamos pelos resultados do Pixel para a vitória desta seção do comparativo.

BATERIA e ACESSÓRIOS

Dentro do Pixel temos uma bateria de 2.770 mAh, combinada com alto poder de processamento. Em nossos testes de uso ativo obtivemos uma descarga média de 15% por hora, mostrando um bom número e indicando que o Pixel pode sim chegar ao final do dia em uso ativo normal.

Já no iPhone 7, temos o fino corpo do aparelho abrigando ridículos 1.960 mAh, mostrando que a Apple obrou e movimentou-se novamente (quer bateria, compre o PLUS e problema seu). Em testes idênticos aos realizados no Pixel, notamos uma descarga de até 20% por hora na bateria do iPhone 7, mantendo o estigma de que seu melhor amigo será sempre o cabo de recarga do iPhone.

Ponto para o Pixel.

PREÇO

Vamos levar os preços para o exterior, afinal o Pixel não é vendido no Brasil (e nem será, se levarmos em conta o passado do Google/HTC no Brasil). Vamos lá:

  • US$ 649 para o Google Pixel;
  • US$ 649 para o iPhone (de 32GB);

Empate entre ambos os modelos e seus altíssimos preços oficiais... sendo assim, ponto para NENHUM dos dois.

QUEM GANHA?

Finalizamos então desta forma:

  • Google Pixel com 4 pontos (em USABILIDADE + DESEMPENHO, DISPLAY e MULTIMÍDIA, CÂMERAS, BATERIA e ACESSÓRIOS);
  • iPhone 7 com 2 pontos (em CONSTRUÇÃO, USABILIDADE + DESEMPENHO);

E chegamos ao final do comparativo com o Pixel como vencedor da disputa.

Mas ainda assim temos a realidade como impacto sobre esse resultado. O Pixel não é vendido aqui, e resta o mercado cinza para você arriscar a importação (ou pagar uma generosa taxa de revenda para os espertos que fazem o transporte da muamba).

Ainda acima disso, temos os abusivos preços de ambos modelos, deixando ilusório o valor real de cada um. Você acha que um deles vale a pena, mesmo sendo tão caros?

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