Comparativo: Quantum GO vs Redmi Pro 2

Por Redação

Mais uma vez a relação entre custo e benefício entra em campo para brigar pelo seu bolso. O ano apenas começou, então vamos avaliar o leque de opções já conhecidas e disponíveis para o público brasileiro quando se trata de intermediários que podem dar conta do recado.

O embate da vez coloca frente a frente o Quantum GO, da brasileira Positivo, e o Redmi 2 Pro, da chinesa e badalada Xiaomi. Quem vence? Confira agora em nosso comparativo!

Construção

O Quantum GO apresenta traseira e frente em vidro e não possui curvas, tudo encaixado dentro de uma moldura plástica. Com isso, ele pesa apenas 115 gramas e tem somente 6,5 milímetros de espessura. Do outro lado, o Redmi 2 Pro tem 9,4 milímetros de espessura e pesa 133 gramas.

Como para muitos usuários a praticidade é algo importante e está diretamente relacionada a peso e tamanho, fica difícil não dar este ponto para o Quantum GO. Contudo, resistência e ergonomia são pontos igualmente fortes, afinal também são decisivos na hora de escolher qual gadget comprar para boa parte dos usuários. E nestes quesitos, o Redmi Pro, com sua forma e traseira emborrachada, sai na frente.

Positivo Quantum GoQuantum GO é leve e fino. (Foto: Renan Pagliarusi/Canaltech)

Claro que ele não é o Moto X Force, mas se sai melhor do que o Quantum GO em um acidente e encaixa melhor nas mãos. Assim sendo, ponto para os dois aparelhos, pois cada um deles tem os seus pontos fortes.

Usabilidade e desempenho

Dentro do Quantum GO temos um Mediatek MT6735 octa-core Cortex-A53 de 1,3 GHz, memória RAM de 2 GB, GPU Mali T760 e modelos com 16 GB ou 32 GB para armazenamento interno. Já o Redmi 2 Pro vem com um Snapdragon 410, com CPU quad-core de 1,2 GHZ Cortex A-53, GPU Adreno 306. Para armazenamento interno, o dispositivo da Xiaomi oferece 16 GB.

Em relação ao desempenho em si, o Redmi 2 Pro prova que mais memória RAM torna a função multitarefa bastante eficaz, mas mostra também que tarefas tridimensionais muito elaboradas demandam CPU e GPU poderosas. Nada chega a travar, mas elas causam bastante esforço no processamento e o trabalho excessivo fica visível em alguns casos.

Já a combinação entre CPU e GPU do Quantum GO deram conta do recado durante os nossos testes — em suma, ele não nos deixou na mão. Assim, graças ao desempenho superior, com agilidade perceptível na execução de apps e jogos, ponto para ele.

Tela

O Quantum GO vem com uma tela AMOLED de 5 polegadas e com resolução HD, oferendo níveis de preto absolutos e contraste excelente. Já o Redmi 2 Pro apresenta tela LCD IPS de 4,7 polegadas e a mesma resolução HD, o que nos coloca diante de um embate bem interessante.

A questão da qualidade é bem delicada, afinal o aparelho da Xiaomi manda bem neste quesito e conta com a mesma resolução. Porém, a “falha” aqui está na adoção das telas de IPS LCD pela fabricante chinesa, reconhecidamente inferior à tecnologia AMOLED presente no gadget da Positivo. Então, mais um ponto para o Quantum GO.

Câmeras

O Quantum GO vem com câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 5 megapixels. O Redmi 2 Pro conta com um sensor traseiro de 8 megapixels e um frontal de 2 megapixels. Como falamos em nossa análise, o gadget da Xiaomi captura imagens com bastante qualidade, porém, produz selfies sofríveis.

E por falar em sofrível, o desempenho do Quantum GO é decepcionante, especialmente em condições de baixa luminosidade, demandando uma certa produção para fazer fotos melhores — e, mesmo assim, o resultado final não será de encher os olhos. Apesar de ter resolução menor, os resultados do Redmi 2 Pro neste quesito são superiores, então, ponto para ele (mas, sim, uma câmera frontal um pouco melhor seria o ideal).

Bateria

Enquanto o Quantum GO traz uma bateria de 2.300 mAh, o Redmi 2 Pro vem com uma de 2.200 mAh. Poderíamos decretar um empate técnico? Bom, quase. A diferença aqui é insignificante em termos de números, então precisamos pesar a realidade para encontrar um vencedor. Quem se mostrou mais faminto por energia em nossos testes? Mais uma vez, quase um empate técnico.

Redmi 2 ProA bateria do Redmi 2 Pro é melhor. (Foto: Canaltech)

Ambos os aparelhos descarregam por completo antes do final do dia em um cenário de uso intenso, porém, ao menos em nossas provas de exaustão, notamos que o Quantum GO tem problemas de gerenciamento de energia quando está em modo de espera. Resumindo, em comparação, ele perde mais carga quando não está sendo usado, então, ponto para o Redmi 2 Pro.

Preço

No momento em que fizemos este comparativo, os preços de venda dos aparelhos em suas lojas oficiais eram os seguintes: Quantum GO 4g de 16 GB por R$ 999 e Redmi 2 Pro 4G de 16 GB por R$ 699. Ou seja, mais um ponto para o gadget da Xiaomi.

Quem ganha?

Ao final, temos o seguinte placar:

  • Quantum GO: 3 pontos (construção, usabilidade e desempenho e tela);
  • Redmi 2 Pro: 4 pontos (construção, câmeras, bateria e preço).

Por isso, o Redmi 2 Pro encerra este comparativo como vencedor. Ele pode ser ligeiramente menos potente do que o Quantum GO, mas custa sensivelmente menos — ele é R$ 300 mais barato do que o rival. Entre os dois, temos aparelhos com pontos de superioridade entre si, mas nada que faça uma opção anular completamente a outra, justamente pela pouca diferença entre ambos.

Recomendamos o Redmi 2 Pro, afinal pagar R$ 300 a mais pode não valer o investimento para boa parte dos usuários. Se você realmente preicsa de um pouco mais de potência, então vale a pena pagar. Caso contrário, fique que com smartphone da Xiaomi.

Mas e aí: você concorda com este resultado? Vale a pena pagar R$ 300 para “upgrade” do Quantum GO? Deixe a sua opinião nos comentários.

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