Análise: Samsung Galaxy S7 Edge

Por Adriano Ponte RSS

Ao longo dos últimos anos, uma prática tornou-se bastante comum no mundo dos smartphones: dividir casos de sucesso entre mais de um aparelho, alterando alguma coisa aqui e ali e criando um produto “novo”. A Samsung é mais uma que entrou neste jogo e, em certa medida, ele se repete no Galaxy S7 Edge. Está curioso para saber mais? Então confira agora a nossa análise do gadget.

Anatomicamente, seguem-se os moldes de metal e vidro presentes no S7 tradicional. Esta aqui é uma versão maior do que o irmão de mesmo nome, com a grande diferença ficando por conta das duas bordas curvadas — afinal ele não se chama “Edge” à toa. Sem arrodeios, é possível afirmar o seguinte: ele é o Galaxy S7, com a mesma “carinha” de Samsung, o mesmo botão físico e a mesma construção em corpo único. O grande truque aqui está nas bordas e no tamanho avantajado.

Além disso, ele conta com proteção IP68, igual ao do S7, e está protegido de submersões em água doce de até 1,5 metro de profundidade por até 30 minutos. Apesar de ser maior e pouca coisa mais pesado do que o S7 (5 gramas a mais), o S7 Edge é 0,2 milímetros mais fino.

Galaxy S7 EdgeGalaxy S7 Edge: um gigante. (Foto: Canaltech)

Especificações

O modelo que nós recebemos aqui na redação para análise contém as seguintes especificações:

  • Chipset Exynos 8890 Octa, com CPU Cortex-A53 quad-core de 2,3 GHz + Cortex-A53 de 1,6 GHz;
  • GPU Mali-T880 MP12;
  • 4 GB de memória RAM
  • Modelos com 32 GB ou 64 GB para armazenamento com suporte de cartão microSD de até 200 GB;
  • Tela Super AMOLED de 5,5 polegadas com resolução de 1.440 x 2.560 pixels (~534 ppi) e proteção Gorilla Glass 4;
  • Câmera traseira de 12 megapixels, sensor de 1/2.6”f/1.7, 26 mm, autofoco, flash de LED e capaz de gravar simultaneamente vídeos em 4K e fotos de até 9 megapixels;
  • Câmera frontal de 5 megapixels, f/1.7, 22 mm, dual video call e auto HDR;
  • Conexões Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, dual-band, Wi-Fi Direct, Bluetooth 4.2, A-GPS, GLONASS, BEIDOU,  microUSB 2.0 e USB Host;
  • Medidor de pulsação/oximetria
  • Dimensões: 150,9 x 72,6 x 7,7 milímetros;
  • Peso: 157 gramas;
  • Android 6.0 Marshmallow.

Há ainda um outro modelo do Galaxy S7 Edge. As únicas diferenças em relação ao que nós testamos ficam por conta de um chipset Snapdragon 820 com CPU Kryo dual-core de 2,15 GHz + Kryo dual-core de 1,6 GHZ e de uma GPU Adreno 530.

Display e multimídia

O S7 Edge conta com a mesma tela que equipa o S7 convencional, mas traz as bordas curvadas. A quantidade menor de PPI é invisível a olho nu e, neste caso em específico, a tela maior distribui melhor a imagem e até melhora a percepção das reproduções. O desempenho do AMOLED com seus tons de preto e coloridos é exatamente igual ao do S7, com contraste infinito ainda sendo um dos principais pontos positivos deste equipamento. Com reprodução fiel das cores, definitivamente não há do que reclamar nas telas dos novos aparelhos da Samsung.

Como se trata de uma Super AMOLED, temos aqui o suporte para o Always-On Display, da Samsung. Com isso, apenas alguns pixels acendem e o fato de o relógio, o calendário ou alguma notificação aparecer na tela não significa um consumo maior de energia.

Tratando do aspecto físico do Edge, temos diante de nossos olhos o detalhe que dá nome ao gadget: as bordas curvas. Como consequência, ele distorce as imagens (um pouco, apenas, mas distorce), fazendo com que todos os detalhes das bordas terminem de forma angulada. Isso tudo é suave, porém mais perceptível com ícones e com o relógio, presente no topo da tela. Mas este não chega a ser um problema de fato, especialmente se comparado com o fato de as bordas curvas ampliarem a área sensível ao toque, fazendo com que cliques acidentais sejam até certo ponto frequentes.

Galaxy S7 EdgeBordas arredondadas ainda soam como perfumaria. (Foto: Canaltech)

A tela “torcida” ainda vem ganhando funcionalidades por parte da Samsung e da comunidade de desenvolvedores, mas a sensação de algo ainda em fase de testes é forte. Seu aspecto curvo ainda tem ares de uma jogada de marketing, o que deve levar muita gente a questionar a sua utilidade para o usuário, afinal a maioria dos recursos recai sobre a combinação entre AMOLED e softwares de ativação para as bordas adotada pela Samsung — estes painéis Edge servem apenas como etiqueta para softwares que acessam atalhos na lateral do aparelho.

No geral, a sensação que fica é que, apesar de ser bem legal passar os dedos pela tela curva para ativar alguns recursos, tudo isso caberia muito bem em uma tela plana convencional, como no S7 — a mesma lógica se aplica ao Feeds Edge. A única função que realmente depende das bordas curvas é a iluminação avançada, que acende os cantos do display para notificar o usuário.

Para completar a parte multimídia, temos um alto-falante solitário na parte inferior do aparelho. Nós temos criticado bastante a proposta de negligenciar qualidade e imersão sonora, como acontece no iPhone e se repete no S7 Edge. Faltou mais qualidade da saída de áudio para formar um par decente com a tela de alta qualidade.

Usabilidade e desempenho

Assim como o S7, o S7 Edge traz uma das combinações mais poderosas entre GPU, CPU e RAM nos dispositivos com Android. Não estamos falando de testes de benchmark, mas da execução dos títulos que sempre utilizamos aqui nas análises do Canaltech e na reprodução de conteúdo em alta resolução com outras tarefas rodando ao fundo. O gadget da Samsung faz tudo isso com maestria, sem esperas ou travamento, pronto para bater de frente com os topos de linha da atualidade.

Tal qual o S7 menor, eis aqui a interface TouchWiz equipando mais um aparelho da Samsung. Não somos fãs de modificações no Android, mas temos uma lista longa de “extras” que a fabricante insere na linha S e que agradam os fãs da marca. Entre as alterações, podemos citar o painel expansível de atalhos, o Game Launcher com captura integrada, a expansão da Acessibilidade do Android, o gravador de voz com captura dupla de microfone, o identificador de números e ainda a captura inteligente.

Por fim, vale destacar positivamente a velocidade de desbloqueio do aparelho por meio do reconhecimento da digital do usuário. Agora sim este procedimento está ágil, quase instantâneo.

Galaxy S7 EdgeTela Super AMOLED deixa tudo melhor no S7 Edge. (Foto: Canaltech)

Câmeras

O S7 Edge conta com uma abertura de f/1.7, igual ao do S7, garantindo mais luz ao sensor e, consequentemente, fotos mais claras e rápidas. Além disso, ele conta com estabilização óptica de imagem — a fórmula se repete também na câmera frontal, garantindo selfies melhores. No geral, o aparelho é capaz de realizar boas fotografias em ambientes pouco iluminados e, além disso, faz fotos com foco rápido, pouco ruído, HDR competente, cores precisas e muitos detalhes.

A única crítica fica por conta da postura do software quando utilizamos a câmera frontal. Isso porque ele tende a suavizar muito os tons de pele e as expressões faciais de maneira padrão. De resto, não há do que reclamar das câmeras do S7 Edge.

Bateria e acessórios

O S7 Edge vem com uma bateria de 3.600 mAh, exatamente 1.000 mAh a mais do que o S6 Edge, seu antecessor direto. Com brilho máximo e uso contínuo em Full HD, o gadget consumiu 9% da bateria em uma hora. Repetindo este teste, o consumo foi de 10% em mais uma hora. Com isso, é possível notar que o S7 Edge tem um ótimo desempenho energético e facilmente chega ao final do dia sem precisar de uma nova recarga.

Coroando o acerto da Samsung, o aparelho vem com suporte para carregamento rápido Quick Charge 2.0, além do carregamento sem fio. Se você usa o smartphone sem parar, já conta com um auxílio no kit básico do aparelho: carregador compatível com carga rápida de 1.670 mAh a 9v ou 2.00 mAh a 5v. Ainda no pacote, temos um adaptador OTG e um bom par inicial de fones de ouvido.

Vale a pena?

O poder de fogo e a proteção à prova d'água são iguais aos do S7, mas a tela e a bateria são maiores. Para ter uma belezinha dessas no seu bolso, você precisa desembolsar R$ 4.299, segundo a loja oficial da Samsung, ou seja, uma grande facada. Como falamos certa vez, se você tem dinheiro infinito, este é o melhor aparelho da Samsung no momento com tela grande e borda arredondada. A experiência Android aqui é boa, mas tem um custo elevado.

Você acha que ele vale a pena pelo preço cobrado? Deixa a sua resposta aqui nos comentários.

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