Alcatel A5 LED [Review / Análise]

Por André Fogaça RSS

A Alcatel não é a empresa mais conhecida no mundo dos smartphones, o que dá um ar especial para seus lançamentos. Ela precisa chamar atenção. Atenção é exatamente o que chama o A5 LED, um intermediário mais simples, que não custa muito e que tem essa capinha que pisca. Será que ele faz a festa e deixa todo mundo feliz? É o que te conto nos próximos minutos.

Visual simples, com traseira que pisca

O A5 LED é daqueles smartphones mais simples e que a fabricante não trabalha de forma intensa no design. Ele lembra bastante a mistura de um iPhone com Galaxy e o botão com leitor de impressões digitais do Moto G5.

Todo o acabamento é em plástico, com entrada para fones de ouvido no topo, microUSB para baixo e a câmera, com dois LEDs para flash, na traseira. Falo mais sobre ela ainda neste vídeo. A traseira é o ponto de destaque, que pode ser uma simples tampa para a bateria, ou um painel de LEDs que responde ao som do celular. Este painel conta com 35 LEDs que podem exibir diversas cores, todas controladas por um app chamado Light Show. 

A presença desta capa com LEDs deixa o smartphone mais grosso, com a sensação de que ele está com uma capa na traseira. Há outra capa, apenas para proteger os conectores da traseira, e que são responsáveis pelo controle dos LEDs, e que não deixa o conjunto com tanta espessura.

O peso é de pouco mais de 166 gramas com a capa de LEDs, contra 139 com a traseira sem funções extras. Por mais que o peso e espessura aumentem com a opção de LEDs, a pegada ficou mais confortável e a câmera se livrou de calombos na opção mais grossa. Mesmo com LEDs desligados, vale a pena deixar esta traseira por aqui como padrão.

Display e multimídia

A tela é um IPS LCD de 5,2 polegadas, com resolução HD. O A5, mesmo custando pouco, entrega boa reprodução de cores e as aberrações cromáticas em ângulos mais generosos são raras. A MediaTek conta com correção de cores para quem prefere saturação maior, ou contraste mais pomposo.

Tudo fica dentro da opção MiraVision, que permite controlar saturação, contraste, brilho, nitidez e até a temperatura das cores. De forma manual e com direito para realce de contraste dinâmico. Quase que um HDR. Perfeito para quem, como eu, prefere as cores intensas das telas AMOLED.

Na parte de músicas o A5 não faz feio e toca bem no único falante, que fica do lado direito da porta microUSB. Não é o melhor do mercado, mas está ligeiramente acima de seus principais concorrentes. A única parte triste é que, como ele tem apenas uma saída para músicas, não é muito trabalhoso tampar com as mãos e abafar a narração de um game de corrida, por exemplo.

Especificações

Temos um intermediário em mãos. Um intermediário simples, que ainda aposta em 2 GB de memória RAM. A Mediatek lida bem com hardwares inferiores e o MT6753, anunciado lá em 2015, consegue dar conta do básico e um pouco mais.

  • Mediatek MT6753 (octa 1.3 GHz Cortex-A53)
  • GPU Mali-T720MP3
  • 2 GB de RAM
  • 16 GB de memória
  • Usabilidade e desempenho

Não, a Mediatek não é a empresa que lidera o mercado de intermediários quando o assunto é desempenho, mas ela sabe como fazer o básico de forma bem feita.

O uso no cotidiano é OK e a memória RAM está no limite para fazer o Android trabalhar bem. Ele está na versão 6.0 Marshmallow, que consegue garantir que três ou quatro apps fiquem abertos no fundo, antes de mostrar lentidão. Encontrei problemas principalmente na hora de abrir a Play Store. Mesmo sem nada aberto no fundo, foi comum tocar no ícone e esperar alguns segundos pra, ai sim, iniciar a animação de abertura do app.

Se você focar o uso do A5 LED em redes sociais e navegação na web, não vai notar muitos problemas. Em jogos, dá até para brincar com Asphalt Xtreme, com gráficos reduzidos, ou o pesado Breakneck com taxa de quadros por segundo oscilando, mas este celular é um intermediário e para jogos mais simples, como Mario Run, ele lida muito bem.

A interface da Alcatel está próxima do Android puro que nós do Canaltech amamos. O visual conta com apenas alguns ícones modificados e a bandeja de programas alterada, com a adição de atalhos para apagar apps e para organizar a visualização. Há uma lupa para buscar alguma coisa nesta lista.

Além disso, tudo está limpo. O menu de configurações não sofreu quase que alterações e a parte de notificações também. Ponto positivo e o hardware agradece, já que não precisar lidar com tantas alterações no sistema operacional.

Há algumas cartas na manga da Alcatel, como o leitor de impressões digitais que pode ser utilizado como botão home, acelerador de downloads que une redes móveis com Wi-Fi e até um relógio que coloca horário para que o smartphone desligue e ligue novamente.

Mas, de fato, o foco deste aparelho está na traseira de LEDs. Ela é controlada por um app chamado de Light Show. Nele você escolhe entre nove estilos de animação da luz dos LEDs, junto de outro que responde ao som que sai, seja em músicas, vídeos ou até em jogos.

Dá pra deixar piscar quando notificações chegarem, escolher a cor predominante em um cenário para que os LEDs sigam o tom, ou desligar tudo. A ideia é bacana, a capa pisca e consome quase nada de energia, mas tanta coisa piscando me dá certo medo. Imagine que os ladrões já ficam de olho no seu celular. Se ele pisca muito acima do normal, chama ainda mais atenção, não é mesmo?

Usar a capa traseira como espécie de festa funciona muito bem, mas só neste momento. Durante todos os testes que realizei, deixei a capa desligada e sem reagir nem mesmo aos sons do Mario Run.

Se você olhar para o conector que faz a capa conversar com o celular, notará que ele é parecido com o dos Moto Z. Realmente é e eles enviam dados de forma semelhante. Tão semelhante que a Alcatel lançou, lá fora, outras capinhas que tem funções de bateria externa e até caixa de som estéreo.

A diferença por aqui é que, como a capa traseira fica firme como a tampa de uma bateria, dá mais segurança no cotidiano e também mais certeza de que o conjunto fica de pé. Firme e forte no lugar dele.

Câmeras

Equipado com lente de abertura f/2.0 e 16 megapixels na câmera traseira, que consegue filmar em até Full HD com 30 quadros por segundo, o A5 da Alcatel….tem algumas falhas. Se o seu objetivo é de fotografar apenas ambientes bem iluminados e com pouco movimento, então o modo automático funciona bem.

Fotos tiradas tendem a exibir bem detalhes e cores, sem exageros e com pouco ruído. O problema aparece no software da câmera. Mesmo com obturador registrando a foto em um centésimo de segundo, ele passa a impressão de que você precisa segurar o smartphone, imóvel, por dois ou mais segundos.

Com o HDR a coisa piora e ele até te avisa para segurar mais firme. Com resultados que sempre tendem apenas a ficar mais claros. Imagens com fundo já estourado vão estourar ainda mais.

Em fotos noturnas os problemas pioram. O foco é problemático e em todas as fotos que tirei, era impossível apenas tirar o celular do bolso e fazer a foto. Eu precisei refazer o foco tocando na tela em todos os momentos, com foco medido de forma errada mesmo quando tentava arrumar. Com algum empenho, você até que consegue imagens...razoáveis.

Bateria

São 2.800mAh de bateria, em um chipset que sabe como gastar energia de forma inteligente, mas que infelizmente não fez bem o trabalho de casa no A5 LED. Em reprodução de vídeo contínua, com brilho no máximo e em Wi-Fi, tivemos uma descarga média de 18% por hora.

Colocando o celular no bolso como meu aparelho principal, consegui tirar o aparelho da tomada por volta das 11 da manhã e, quando voltei para casa, quando eram mais ou menos 23 horas, recebi o alerta de 10% restante.

Não foi o uso mais pesado do mundo, mas escutei música em streaming no 4G por uma hora, usei o Google Maps como GPS para meu caminho de carro por 20 minutos, joguei Mario Run por algum tempo e muita foto, muito tempo em redes sociais, junto de alguns vídeos do YouTube. Não, o A5 LED não dura um dia inteiro em um uso moderado.

Vale a pena?

Os pontos negativos são fortes, mas se você lembrar que o A5 LED custa R$ 1 mil, mesmo preço do Moto G5 em seu lançamento, começa a valer, mas….ele acaba perdendo. O G5 vem com o dobro de memória interna e câmeras que lidam melhor com a situação. Vem com Android mais recente já instalado e tela de maior resolução. Tudo isso por um valor que, hoje, já pode ser encontrado beirando os R$ 850.

Mais barato que o A5 LED, mais potente. Se ele estivesse beirando os R$ 650 ou R$ 700, seria fácil recomendar. Por este preço fica complicado. Hoje ele disputa de igual com o J5, da Samsung que pode ser encontrado por preço menor.

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