Nintendo Switch: veja o que achamos do híbrido de console de mesa e portátil

Por André Fogaça RSS

Ele chegou. Depois de muito hype, de chamar atenção até mesmo de quem não conhece quase nada sobre games, o Switch está em nossas mãos. Ele faz um barulho gostoso quando encaixa os joycons nas laterais e tenta ser uma salvação para a Nintendo, depois do fracasso com o Wii U. Será mesmo? 

SWITCH!

O Switch é, basicamente, um tablet muito poderoso e focado quase que exclusivamente em games. Uma mistura do que fez sucesso no Wii, com algumas gotas das lágrimas do Wii U. Você une os Joy-Cons, que são versões modificadas do Wii Remote, com a tela na palma da sua mão e, pronto.

A tela é o console em si, tudo está lá dentro e você vê cores em HD, espalhadas em 6,2 polegadas. É uma tela pequena para tablets, no mesmo tamanho do Galaxy S8 Plus, mas com resolução menor.

Mesmo com um corpo que é mais pesado do que o Nintendo 3DS ou o PS Vita, ele é confortável e encaixa bem nas mãos. Os Joy-Cons vão nas laterais e é só sair andando pelas ruas, esperar o ônibus ou mesmo o café ficar pronto, enquanto você mata Bokoblins no Zelda. Se existir alguma mesa no meio do caminho, é só puxar esta haste que fica atrás do console e curtir a jogatina.

JOY-CONS

Eles são, de fato, a cereja do bolo. Os controles roubam a cena e fazem todo sentido, principalmente no game one two switch. Eles são recheados de sensores para entender a posição onde estão e também vibram. Vibram de forma precisa o suficiente para saber quantas bolinhas há dentro de uma caixa de madeira virtual. Apresentam até mesmo uma porta infravermelho, que consegue mapear objetos que estão próximos, como saber se você abriu ou fechou a boca.

Quando destacados do Switch, podem ser jogados de forma separada, como em um apoio chamado de Joy-Con Comfort Grip e que tem cara de cachorro. Ele apenas segura os Joy-Cons em um formato mais tradicional para jogos – por mais que os comandos fiquem muito próximos.

Separados, os Joy-Cons são pequenos o suficiente para ficar dentro das mãos. Podem até mesmo ficar divididos entre duas pessoas, cada uma segurando um. O único problema é que, neste caso, os botões são pequenos demais para mãos não muito pequenas. Além disso, a posição do analógico e dos botões muda de um lado para o outro.

A Nintendo garante 20 horas de bateria para os Joy-Cons, mas em testes nós conseguimos algo perto de 17 horas. Depois disso o console avisou que os controles estavam precisando de mais elétrons. Os dois controles podem ser carregados apenas quando estão no Switch, ou em uma versão modificada do Joy-Con Comfort Grip, que vem com porta USB-C e recarrega ambos os Joycons.

Sim, eles são uma peça de tecnologia importantíssima. O Switch depende muito mais das possibilidades deles, das formas de interação com os jogos e com outras pessoas, do que com os gráficos de ponta.

HARDWARE

O Switch não é um console para brigar com PS4 ou Xbox One. Assim como já acontece na Nintendo nas gerações mais recentes, o foco da empresa é a inovação e a diversão, e é exatamente neste ponto que ela acerta como nenhuma outra.

Por dentro, abaixo da tela de 6.2 polegadas em LCD sensível ao toque, a Big N colocou um processador Nvidia Tegra customizado, junto de 32 GB de memória interna, 4 GB de memória RAM. A bateria do console não é removível e conta com três vezes mais energia do que a presente no Gamepad do Wii U. Lembrando que no Switch a bateria é para o console inteiro, não apenas para uma tela.

  • Tela LCD 6.2” com resolução 720p
  • Processador baseado em NVIDIA Tegra X1
  • 4 GB de RAM
  • 32 GB de memória (com microSD de até 2 TB)

A tela tem resolução HD, que é mais do que o suficiente para a jogatina na rua. Com a distância normal de uso do console, são poucos os pixels visíveis. Quando no dock, o console é capaz de enviar imagens em Full HD para a tela. Como não está mais nas mãos e a bateria troca de lugar com a tomada, o processador trabalha mais rápido e entrega melhores resultados. Testamos o próprio Zelda e, sinceramente, não notamos diferenças em detalhes ou gráficos nos dois modos.

O único jogo pesado disponível agora é o Zelda Breath of the Wild. Mesmo pensando que o Switch tem hardware inferior ao que vemos em todos os seus concorrentes, o jogo roda com beleza rara. A distância em que os objetos são renderizados é grande e as cores são vivas, vivas. Vivas em uma forma de anime, que encaixa perfeitamente no game.

FORA DA TOMADA

É exatamente aqui que você pode passar mais tempo da sua vida. O Switch foi feito com o pensamento em mobilidade, deixando apenas uma parte de toda a experiência para o conforto do sofá.

Se você ainda não está convencido disso, basta olhar para o dock. Ele é apenas um apoio com porta USB-C e que carrega a bateria do Switch. Nele você coloca o cabo HDMI e ainda tem espaço para duas USB tradicionais. Todo o processamento, leitura de jogos e acesso aos dados da internet, acontece dentro da parte móvel.

Basta remover o console do dock, com os controles nas laterais e sair por aí. A bateria é de 4.310mAh, suficientes para até seis horas de jogatinas mais simples. Se o Zelda, ou qualquer título pesado, estiver em sua mente, a bateria fica dentro de três horas. Nos testes que fizemos, no próprio Zelda, conseguimos a marca de aproximadamente duas horas e meia de jogo. Bate direto na promessa da Nintendo.

É claro que para chegar nesta marca, com gráficos pesados e muitos detalhes, o Switch baixa a velocidade do processador e ajusta muita coisa ao consumo de energia. Nenhuma queda na taxa de quadros por segundo é notada, muito menos gráficos mais simples. Até mesmo o aquecimento do console é bem menor do que o esperado para tanto poder de fogo.

Isso acontece por conta de um cooler, que fica na parte de cima e é responsável pelo resfriamento do tablet. Algo que nenhum tablet ou smartphone tem e, por isso, eles esquentam tanto. O cooler não é barulhento e, para ser sincero, foram poucas as vezes que escutei algum barulho da ventoinha, mesmo depois de mais de uma hora de Zelda. A Nintendo abandonou portas e cabos próprios e utiliza o USB-C. Isso significa que basta colocar uma bateria externa no cabo de dados e continuar a jogatina.

Além de jogos, o Switch, ao menos agora, não pode fazer muita coisa extra. Ele sequer tem um navegador para internet, muito menos player de música, vídeos ou um Netflix da vida. Estas funções podem ser adicionadas num futuro próximo via atualização de software. Hoje, com o que está aqui, dá para ver screenshots que você tira com um dos Joy-Cons, criar seu Mii e navegar pela eShop. Só isso.

É só para games e jogos por enquanto.

VALE A PENA?

O Nintendo Switch é bastante promissor. Como qualquer console que acabou de ser lançado, é cedo demais para apostar em seu sucesso. Os joy-cons prometem muita imersão nos jogos e a possibilidade de curtir um game pesado na rua é bastante animadora. A Nintendo tem a dura tarefa de conseguir apoio de empresas terceiras na produção dos jogos, algo que não aconteceu no Wii U.

Pelas capacidades, sim, o Switch vale a pena cada centavo. Pela falta da Nintendo no Brasil, o que impossibilita até a compra de jogos na eShop, junto da falta de suporte ou garantia, não vale.

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