99% dos carregadores piratas de iPhone não passam em testes de segurança

Por Redação | 13 de Setembro de 2017 às 18h27

Casos envolvendo incêndios e até mortes por conta de carregadores de smartphones não são tão incomuns quanto pensamos. Então, a empresa de segurança UL decidiu testar carregadores falsificados para o iPhone, e reprovou 99% deles.

Foram testados 400 adaptadores e, com a exceção de 3 deles, todos os outros não passaram nos ensaios básicos de segurança, apresentando riscos de descarga elétrica e incêndio. Do total, doze foram tão mal projetados que apresentaram risco de eletrocussão letal ao usuário.

Para José Antônio de Souza Junior, gerente de operações da divisão Consumer Technology da UL do Brasil, “há hoje tecnologia suficiente para realizar ensaios e simular situações que evitem fatalidades. A questão é que nem sempre aparelhos certificados chegam ao consumidor.”. Ele explica que “no Brasil, por exemplo, a regulamentação para baterias de íons de lítio restringe-se às baterias destinadas a telefones celulares. Elas devem ser ensaiadas e homologadas ensaios conforme a Resolução 481/2007 da Anatel.” Ele completa dizendo que “as baterias são componentes críticos no que diz respeito à segurança elétrica e devem ser projetadas para resistir ao calor e aos esforços mecânicos, além de dispor de circuitos de proteção para evitar eventual sobrecarga e descarga forçada”.

Portanto, carregadores “xing ling”, que não passam por esse tipo de avaliação, representam um perigo iminente ao usuário. Recentemente, a Associação de Consumidores da China fez um alerta sobre o grande número de carregadores sem certificação de segurança no mercado, depois de uma chinesa de 23 anos ter morrido eletrocutada quando atendeu ao telefone, que estava conectado à tomada por meio de um carregador falsificado.

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