Novos processadores só serão compatíveis com Windows 10, diz Microsoft

Por Redação | em 18.01.2016 às 11h54

Windows 10

Em mais uma decisão controversa para aumentar o alcance e a popularidade do Windows 10, a Microsoft está anunciando que as novas gerações de processadores de marcas como Intel, AMD e Qualcomm somente serão capazes de funcionar com a nova versão do sistema operacional. A novidade começa a valer para arquiteturas lançadas em 2016, mas sistemas antigos também estão na mira.

No caso da Intel, por exemplo, a mudança atinge os chips da linha Skylake em diante. O mesmo vale para a família Bristol Ridge da AMD e 8996 da Qualcomm, todos chegando ao mercado sem suporte a sistemas operacionais antigos. No raro caso de máquinas que já estejam nas lojas usando tais arquiteturas, mas ainda rodando versões antigas da plataforma, o suporte oficial vai até o dia 14 de janeiro de 2020 para o Windows 7 e 10 de janeiro de 2023 para o Windows 8.

A Microsoft também anunciou o fim do suporte oficial para usuários corporativos de tais versões do sistema operacional para o dia 17 de julho de 2017 caso eles estejam usando processadores de nova geração. Em todos os casos, isso significa que as plataformas não mais receberão updates de segurança ou novas funcionalidades, o que, principalmente no caso das empresas, pode acabar abrindo as portas para vulnerabilidades e problemas de segurança – justamente o tipo de caso que acaba motivando uma atualização.

Ou não, como mostram pesquisas de market share dos sistemas operacionais que ainda trazem o já obsoleto Windows XP em postos altos entre os sistemas operacionais mais usados. Temos dois pesos e duas medidas aqui, claro, já que estamos falando apenas de chips recentes, mas de acordo com dados da NetMarketShare, por exemplo, a plataforma permanece na segunda posição, com 10,93% de todos os usuários e a frente de outras versões. Apenas o Windows 7 está à frente, com 55,6%, em uma demonstração de que o fim das atualizações nem sempre resultam em mudanças como as esperadas.

O acordo, apesar de parecer inusitado, também é benéfico para as fabricantes de chips. Afinal, a restrição a apenas um tipo de sistema operacional permite um trabalho mais apurado em busca de bugs e problemas de funcionamento, além de melhorias de performance. No fim das contas, são os usuários que acabam ficando sem opção.

Fonte: Microsoft

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