Startup quer acabar com os sensores frontais dos smartphones; veja como

Por Redação | em 20.01.2016 às 09h26

Sensores nos smartphones

Você já deve ter notado que em seu smartphone há um ou dois pontos pretos próximos a câmera frontal. Esses pequenos pontos funcionam como sensores que são importantes para que seu aparelho funcione corretamente. Eles, por exemplo, são utilizados para detectar quando o usuário está segurando o celular e o leva até o rosto para fazer uma chamada, para então desligar a tela e evitar que alguma tecla seja pressionada acidentalmente.

Uma startup chamada chamada Elliptic Labs sediada em Oslo, na Noruega, criou uma tecnologia que promete remover esses sensores que em muitos casos comprometem a aparência frontal dos smartphones. A empresa pretende substituir esses sensores ópticos por sensores ultrassônicos que podem ser construídos a partir de componentes de áudio como os alto-falantes ou fones de ouvido. Com isso, os pontos extras acima da tela podem ser retirados permanentemente.

"Você precisa ter esses buracos em seu dispositivo e isso tem prejudicado as fabricantes que querem fazer dispositivos simétricos", diz Laila Danielsen, CEO da Elliptic. "Estamos usando o ultrassom e nós estamos usando os componentes atuais que você já tem no telefone". Do lado estético, os aparelhos Android serão os mais beneficiados. Isso porque o iPhone tem apenas um ponto para o sensor que é ocultado através de um revestimento micro perfurado. A Apple detém a patente sobre a técnica, o que impossibilita outras fabricantes de utilizá-la.

Há outras razões para que o ultrassom seja utilizado. Com a tecnologia, as fabricantes podem abandonar os sensores ópticos totalmente e utilizar os espaços que sobram para outras coisas, como baterias maiores. A nova tecnologia também representa economia de custo. A Elliptic alega que seus sensores ultrassônicos são mais confiáveis do que os ópticos. "O que estamos vendo é que estamos superando o desempenho do sensor óptico", diz Danielsen.

É claro que a tecnologia irá depender da adoção das fabricantes, embora a startup garanta que já tem acordos com cinco fabricantes de smartphones. Espera-se que a empresa conte mais detalhes dos sensores ultrassônicos na edição deste ano da Mobile World Congress, que acontece no final de fevereiro.

Via Mashable

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