Nova tecnologia utiliza mapeamento cerebral como identificação biométrica

Por Redação | em 04.02.2016 às 15h00

Mapeamento cerebral

Um novo sistema desenvolvido pela Universidade de Binghamton promete deixar de lado o reconhecimento facial e as impressões digitais como mecanismos de segurança e identificação de indivíduos. Utilizando imagens cerebrais e uma série de palavras e imagens, o sistema irá verificar por meio de sua mente quem você realmente é.

O reconhecimento facial é um sistema interessante e que tem sido utilizado como recurso de segurança por várias empresas. No entanto, ele pode ter alguns problemas por não ser tão seguro e exigir equipamentos de alto desempenho. Por conta disso, a Universidade de Binghamton desenvolveu um sistema de identificação biométrico que pode identificar mais precisamente e com maior segurança uma determinada pessoa.

O processo envolve o monitoramento cerebral por meio de um eletroencefalograma (EEG) em que uma série de 500 imagens é reproduzida para estimular a atividade cerebral da pessoa. Essas imagens incluem palavras, fotos de animais, rostos de celebridades, etc. Durante o processo, cada imagem pisca por apenas meio segundo enquanto o EEG monitora a reação da pessoa a cada uma delas. Ao ver uma foto de uma abelha, por exemplo, uma pessoa que é alérgica certamente terá uma reação cerebral diferente daquela que não possui este problema. Com a alta quantidade de imagens e informações geradas durante o processo torna-se maior a chance do sistema identificar corretamente a pessoa.

Um teste inicial realizado pelos pesquisadores conseguiu identificar uma pessoa em meio a um grupo de 32 indivíduos com uma taxa de acerto entre 82% e 97%. O sistema busca agora identificar uma pessoa em meio a outras 30 com 100% de precisão.

O lado negativo do sistema é que ele leva muito mais tempo do que outros identificadores biométricos. Além disso, ainda existe o problema de arquivar todas as reações de uma pessoa para que ela possa ser comparada posteriormente. Sendo assim, não devemos esperar futuramente que este sistema faça parte dos novos smartphones ou esteja presente como ferramenta de segurança em caixas eletrônicos.

Fonte: Binghamton University

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