Cientistas recomendam DNA de três pais apenas a bebês do sexo masculino

Por Redação | em 04.02.2016 às 14h43

DNA

O tema dos bebês de três pais levanta ainda muitas polêmicas e dúvidas. Em suma, células são modificadas para receberem carga genética de três pessoas diferentes, uma solução encontrada para que pessoas com alguma doença genética possam ter filhos. O tema ganhou destaque nos últimos anos, quando um forte movimento pela liberação do método começou a atuar no Reino Unido.

Neste ano, cientistas do Instituto de Medicina dos Estados Unidos realizaram pesquisas a pedido do Foods and Drugs Administration, o órgão responsável por regulamentar a área da saúde e da alimentação nos EUA, revelando algumas informações bastante curiosas. Em suma, o relatório divulgado pelo instituto recomenda este tipo de manipulação genética quando há risco de doenças mitocondriais para a criança. Entretanto, a recomendação só é válida caso o sexo do bebê seja masculino.

O método é relativamente simples. A mãe realiza uma terapia de reposição mitocondrial, que basicamente é a troca de mitocôndrias infectadas de seus óvulos por outras saudáveis, fornecidas por um doador. Isso afasta o risco potencial de doença e permite que a mulher tenha uma gravidez saudável, contudo, faz com que a criança carregue material genético de três pessoas diferentes.

“Enquanto a terapia de reposição mitocondrial, de fato, poderia satisfazer o desejo de uma mulher que quer ter um filho geneticamente ligado a ela sem o risco de transmissão de doenças mitocondriais, a técnica levanta questões éticas e sociais significantes”, informa o relatório. “Isso poderia criar descendentes com material genético de duas mulheres, algo nunca sancionado para humanos, e criaria mudanças mitocondriais que poderiam ser hereditárias (para os descendentes da mulher) e, portanto, transmitidas em perpetuidade.”

No Reino Unido,  método já é legalizado, mas em outras partes do mundo ainda não. As novas descobertas da ciência vão, espera-se, fomentar as discussões e as futuras legislações sobre sobre o tema.

Fonte: New Scientist

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