Engenheiro do Google diz que a Web precisa de mais linguagens de programação

Por Redação | em 17.06.2014 às 08h00

Programação

As aplicações web podem um dia superar as aplicações desktop em termos de funcionalidade e uso se os desenvolvedores tiverem mais opções de linguagens de programação para trabalhar. Pelo menos é isso o que diz Gilad Bracha, engenheiro de software da Google. As informações são da PC World.

O depoimento foi dado por Bracha na semana passada no palco da QCon 2014, uma conferência anual realizada no mundo todo que reúne desenvolvedores das mais variadas áreas para discutir tópicos inovadores no desenvolvimento de softwares. O engenheiro aproveitou a oportunidade para falar sobre os rumos da programação web.

"Vocês deveriam ter mais opções de linguagens viáveis", disse Bracha. "Eu penso que a plataforma Web poderia fazer aplicações melhores ou tão boas quanto as nativas".

Os benefícios das aplicações Web são bem compreendidos pelos desenvolvedores. Elas não precisam ser instaladas e podem funcionar em qualquer plataforma. Infelizmente, uma das principais desvantagens é que elas não operam quando não estão ligadas a uma rede. 

"A web não está sempre disponível de uma forma que você sempre pode contar com ela. Você pode ter uma conexão que é lenta ou intermitente", complementou o engenheiro.

Portanto, para Bracha, qualquer linguagem de programação da Web e seu ecossistema associado devem ter alguma maneira de armazenar um programa para uso offline. A linguagem de programação web do futuro também deve tornar mais fácil para o programador construir e testar aplicações.

A linguagem principal usada hoje para a web é JavaScript, que é deficiente em uma série de propriedades, tais como suporte para uso offline de aplicativos. E esse cenário pode durar para mudar: JavaScript é baseada no padrão ECMAScript, que pode levar anos para ser atualizado. "Deveria ser mais fácil fazer essas coisas", disse o engenheiro.

Bracha disse ainda que existem outras linguagens de programação que estão sendo construídas para a Web, mas muitas delas são pouco viáveis e não são bem arquitetadas. Para o engenheiro do Google, o que falta são recursos-chave que as façam funcionar de forma eficiente.

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