Ofertas
1

Estudo: demanda por profissionais de TI cresce no Brasil, mas falta qualificação

Por Redação em 15.03.2013 09h30

Tecnologia da informação

Um novo estudo da empresa de consultoria independente IDC, encomendado pela Cisco e realizado na América Latina revelou que a demanda por profissionais de tecnologia da informação e comunicação (TIC) no Brasil excederá a oferta em 32% para o ano de 2015, chegando a uma lacuna de 117.200 trabalhadores especializados em redes e conectividade.  

Intitulado “Habilidades em Redes e Conectividade na América Latina”, o estudo analisou a disponibilidade de profissionais capacitados em TIC entre os anos de 2011 e 2015, em oito países da região: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e Venezuela.

Em 2011, a América Latina apresentou uma lacuna de aproximadamente 139.800 profissionais com conhecimentos em redes e conectividade, com uma projeção de aumento desta lacuna para 296.200 em 2015. Estas cifras representam uma carência de 27% no ano de 2011 e de 35% em 2015.

Algumas tendências motivam a demanda por profissionais capacitados em redes e conectividade na América Latina. São elas: 

  • Demanda por maior eficiência na infraestrutura de TI, com a virtualização como o grande vetor;
  • Rápida adoção de TIC por parte dos governos e o setor privado;
  • Proliferação de dispositivos conectados;
  • Requerimentos da rede para suportar aplicações interativas (vídeo) e negócios suportados por TIC virtualizados;
  • Crescente demanda de conectividade baseada ou hospedada na nuvem através de múltiplas empresas.

Brasil em foco: como o país pode ser impactado por essas tendências 

No Brasil há também o impacto da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas 2016, o que certamente gera aumento dos investimentos em TI por parte das empresas e do Governo.

No entanto, de acordo com dados do estudo, a lacuna de profissionais de rede e conectividade no Brasil em 2011 foi de aproximadamente 39.900 trabalhadores, o equivalente a 20% entre oferta e demanda de mão de obra. A maior escassez ocorreu na chamada rede essencial, que abrange áreas de segurança, telefonia IP e redes sem fio, com uma lacuna de 23.643 profissionais ou 17% das vagas. Entretanto, a rede emergente, como comunicações unificadas, vídeo, computação em nuvem, mobilidade e data center e virtualização, representou uma maior escassez percentual, com 27% entre a oferta e demanda de profissionais qualificados, uma lacuna de 16.232 profissionais em 2011.

Em 2012, a demanda prevista foi de 239.653 empregos na área de redes, com a possibilidade de chegar a 363.584 em 2015. A previsão para 2013 é de 276.306 vagas para 199.819 profissionais, o que representa uma lacuna de 28% ou 76.487 pessoas. Ainda de acordo com a pesquisa, as 363.584 vagas previstas para 2015 devem se concentrar mais na rede essencial com 232.032, mas a lacuna maior será na rede emergente, com 131.552 vagas para 64.650 profissionais qualificados (escassez de 51% ou 66.702 profissionais).

Com esses números, o Brasil é o segundo país com dificuldades para encontrar candidatos tecnicamente qualificados, ficando atrás apenas do México entre os países pesquisados na América Latina. Isso ocorre porque com a disponibilidade insuficiente de profissionais capacitados no mercado, fica mais caro contratar e empregar profissionais de rede qualificados. O país registrou a menor taxa de recrutamento de profissionais de rede com apenas 19% das empresas entrevistadas contratando especialistas de rede durante o último ano. Considerando essa falta de candidatos qualificados, a IDC considera que as empresas brasileiras estão cada vez mais obtendo habilidades de rede de provedores de serviços por meio da terceirização.

Apesar do aumento sazonal de desemprego no Brasil, a mão de obra qualificada permanece escassa o suficiente para forçar os empregadores a pagarem mais para competir por especialistas. Por outro lado, isso pode alimentar uma pressão inflacionária. A escassez de mão de obra qualificada forçou a média salarial a uma alta para atender à demanda do consumidor. E com os eventos vindouros em 2014 e 2016, aliados à implantação da rede 4G no país, a lacuna de habilidades aumenta ainda mais. 

A IDC espera que o mercado de TI cresça a uma CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 12% entre 2011 a 2015 no Brasil.

Comentários

Leia a Seguir