Google, Microsoft e outras empresas assinam acordo de combate à pirataria

Por Redação | em 11.05.2015 às 12h11

pirataria

Embora as empresas sempre tomem ações individuais para combater a pirataria nos diversos segmentos em que atuam, iniciativas em larga escala, envolvendo diversas empresas, têm se tornado cada vez mais comuns e eficientes. Isso tem ajudado a indústria do entretenimento a brigar contra a disponibilização de conteúdo pirata na internet.

Uma nova parceria na Dinamarca reúne grandes empresas de publicidade, processadores de pagamentos e tecnologia. O objetivo é estrangular as finanças de sites piratas por meio de um memorando intitulado "Code to Promote Lawful Behavior on the Internet", assinado por grandes empresas do mundo online.

O acordo representa mais de 40 mil compositores e editores de música de todo o mundo graças à adesão do grupo Koda. Além dele, grandes empresas do mundo financeiro, como MasterCard e Diners Club, também estão na iniciativa. Por fim, merece destaque a presença de grandes estúdios de Hollywood, representados pela Rights Alliance, e do Google e Microsoft. Esses dois últimos, inclusive, se comprometeram em intensificar os esforços para retratar os sites com conteúdo pirata como não confiáveis, exibindo alertas de segurança para os internautas que os acessarem a partir dos seus motores de busca.

A ideia é que essas mensagens desencorajem os usuários, que serão informados que tais sites são mantidos por cibercriminosos e por isso não merecem o apoio do internauta. Além disso, as companhias disseram que vão encorajar os usuários a investirem seu dinheiro em provedores de conteúdo legítimo.

O memorando representa o início de um mecanismo de colaboração projetado para enfrentar os desafios em cinco questões-chave:

  1. Ajudar a tornar a internet uma plataforma segura e atraente para os consumidores e empresas;
  2. Salientar que o direito autoral é um pilar importante para o crescimento e a inovação;
  3. Trabalhar em conjunto para reduzir a criminalidade financeira, com base em violações de direitos autorais;
  4. Trabalhar em conjunto para promover a divulgação de produtos;
  5. Contribuir para processos eficientes que podem ajudar a reduzir as violações de direitos autorais  e crimes associados.

O acordo dinamarquês está dando ênfase à segurança do consumidor, mas é evidente que as empresas que assinaram o acordo querem fazer o possível para excluírem empresas criminosas da internet. Como parte do acordo, as empresas concordam em não financiarem atividades criminosas, oferecendo suporte de qualquer tipo, dando-lhes exposição, prestando serviços de publicidade ou processamento de pagamentos.

"As empresas e organizações que fazem parte deste código não querem ver suas marcas associadas ao crime econômico ou violações de direitos autorais", afirma um trecho do memorando.

O Ministério da Cultura da Dinamarca afirmou que o "código reflete o desejo comum de fazer um esforço determinado para garantir que a Internet é um mercado seguro e economicamente sustentável. Ele vai ajudar a criar melhores condições para o crescimento e inovação para empresas, além de segurança e transparência para os usuários legítimos".

Em paralelo com esta iniciativa, atualmente outros acordos estão em curso em outros países, onde grandes empresas participarão de reflexões para identificar novas áreas de cooperação contra a pirataria.

Via TorrentFreak

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