De volta ao Brasil? Nintendo abre vaga para tradutor de produtos em português

Por Redação | em 16.02.2016 às 10h52

Nintendo

Faz mais de um ano que a Nintendo deixou de lançar seus produtos oficialmente no Brasil. Agora, uma vaga de emprego aberta recentemente sugere que a companhia de Mario e Zelda está analisando um possível retorno ao país - ou quase isso.

A vaga em questão é para especialista de produto bilíngue que fale português do Brasil e que traduza textos de jogos, diálogos, manuais e roteiros de dublagem do inglês para o nosso idioma e vice-versa. O profissional será responsável pelas seguintes funções: fornecer suporte para serviços após o lançamento; identificar conteúdo que se adeque melhor ao gosto dos consumidores latino-americanos e reportar quais as principais dificuldades enfrentadas por esse público; demonstrar produtos da empresa; e traduzir simultaneamente reuniões, ligações e conferências relacionadas ao desenvolvimento e localização.

Além dessas tarefas, uma competência exigida chama atenção. Trata-se de "auxiliar o planejamento e direção de sessões de gravação de voz", segundo a descrição da vaga no site da Nintendo of America, filial dos Estados Unidos. Isso é um indicativo de que a Big N pode estar se preparando para lançar os primeiros jogos dublados no país, uma vez que o funcionário ficará encarregado de participar de sessões de dublagem. O profissional também será responsável em cuidar para que os games sejam aprovados pela classificação indicativa local.

Outra possibilidade é que a vaga seja exclusivamente para a tradução do jogo Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games, que, como o nome diz, vai colocar os personagens Mario e Sonic em competições esportivas no Rio de Janeiro, cidade que irá sediar os Jogos Olímpicos neste ano.

Fora do Brasil

A saída da Nintendo do mercado brasileiro de jogos eletrônicos foi anunciada em janeiro de 2015. A empresa subsidiária da Juegos de Video Latinoamérica, Gaming do Brasil, vinha distribuindo os produtos da companhia japonesa no país desde 2011.

De acordo com Bill van Zyll, diretor e gerente geral da Nintendo da América Latina, a companhia enfrentava alguns desafios para se manter ativa no país, mas o principal deles eram as altas tarifas de importação. "O Brasil é um mercado importante para a Nintendo e lar de muitos fãs apaixonados, mas, infelizmente, desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país insustentável", disse o executivo na época do comunicado.

Posteriormente, a Nintendo reforçou seu compromisso com o mercado brasileiro ao afirmar que sua saída do Brasil era temporária, mas que não havia nenhum plano de estratégia sobre como aconteceria o retorno da empresa. "Considerando os empecilhos atuais que nos impedem de manter uma situação sustentável, não temos nenhuma prévia de quando voltaremos. O Brasil possui um mercado único, complexo e com alta carga tributária", destacou Zyll.

Fato é que a empresa parecia não dar tanta importância aos jogadores brasileiros. Primeiro pelo fato de nunca ter traduzido seus jogos para o português, apenas a capa dos games e as funções básicas de seus consoles, como o Wii U e o 3DS. E segundo porque não fabricava seus aparelhos localmente - algo já adotado pela Sony e a Microsoft -, o que acabava por elevar os custos finais dos dispositivos. Cerca de um ano depois de encerrar suas operações por aqui, pouca coisa mudou.

Com informações: Nintendo of America

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