Fim da Lei do Bem: smartphones da Motorola já estão até R$ 500 mais caros

Por Redação | em 08.01.2016 às 09h33 - atualizado em 08.01.2016 às 17h33

Moto G 2015

Com o fim definitivo da Lei do Bem, era de se esperar que os aparelhos eletrônicos vendidos no Brasil ficassem mais caros, uma vez que a incidência de impostos passa a ser maior. Acontece que esse "plus" no preço dos dispositivos chegou bem mais cedo do que o previsto, pelo menos nos telefones da Motorola, que tiveram seus preços reajustados por conta da crise econômica.

Dois exemplos são os smartphones Moto G de terceira geração e Moto X Play. O primeiro chegou por aqui custando entre R$ 849, para o modelo de 1 GB de memória RAM e 8 GB de armazenamento, e R$ 979, na versão de 2 GB de RAM e 16 GB de capacidade interna. Em agosto de 2015, os aparelhos tiveram um aumento de R$ 50 em seus valores, respectivamente R$ 899 e R$ 1.029, e sofreram um novo reajuste em outubro, passando para R$ 999 R$ 1.129.

Embora o primeiro Moto G 2015 já tenha sido descontinuado no país, outras versões continuam à venda. E agora estão mais caras: no caso do celular com os mesmos 2 GB de RAM e 16 GB de espaço interno, o preço atual é de R$ 1.419, ou seja, uma diferença de R$ 440 em comparação com o preço original.

No Moto X Play é a mesma coisa: a versão de 16 GB, que no lançamento custava R$ 1.199, agora sai por R$ 1.699, enquanto o modelo de 32 GB, que antes tinha preço sugerido de R$ 1.499, custa hoje R$ 1.789. Lembrando que esses valores são praticados na loja online da Motorola — outras varejistas virtuais estão cobrando até mais caro por alguns aparelhos.

Por conta dos vários reajustes em tão pouco tempo, não se pode descartar uma nova subida nos preços desses telefones. Ainda mais agora que a Lenovo, dona da Motorola, deve adotar uma estratégia que pode elevar o custo de venda da linha Moto.

Quase no final desta quinta-feira (7), uma noticia pegou muita gente de surpresa: a Lenovo pretende extinguir a marca Motorola do mercado de smartphones e substitui-la pelo selo "Moto by Lenovo" nos próximos celulares da companhia. Claro que as mudanças dessa decisão ainda devem demorar um tempo para acontecer. Mas os telefones da empresa vendidos por aqui podem ser impactados indiretamente por essa nova estratégia.

Segundo Rick Osterloh, diretor de operações da fabricante americana, a ideia é que, a partir da morte da marca Motorola, a Lenovo possa alavancar sua popularidade nos mercados mais fortes onde não faz sucesso com seus smartphones, principalmente nos Estados Unidos e na Ásia. Para isso, os gadgets da família Moto (G e X) seriam classificados como aparelhos "superpremium".

Do outro lado da moeda estão os mercados emergentes, que receberiam num primeiro momento os celulares Vibe, menos robustos e mais baratos. Se isso se concretizar de fato, é provável que a nova geração dos Moto G e X chegue com preços mais salgados em território nacional. O jeito é esperar para ver.

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