Em queda livre, TV por assinatura perde 500 mil usuários em apenas quatro meses

Por Redação | em 21.01.2016 às 11h09

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A expansão dos serviços over-the-top (OTTs) e o agravamento da crise econômica no país continuam impactando a TV tradicional. Prova disso é que o mercado de TV por assinatura perdeu meio milhão de usuários em apenas quatro meses, numa das maiores crises já enfrentadas pelo setor nos quase 25 anos de operação no Brasil.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de julho a novembro de 2015 as operadoras totalizaram pouco mais de 19 milhões de assinantes, uma queda de 2,5% em relação ao número de clientes que tinham até o sexto mês do ano passado. O pico aconteceu em novembro, quando as prestadoras perderam mais de 232 mil assinantes em 30 dias.

Todas as operadoras registraram queda no período. Pela primeira vez, NET e Claro fecharam um mês com menos de 10 milhões de assinantes (9.989.447, ou 97.817 a menos do que em outubro), embora elas tenham ganhado participação no mercado de TV a cabo em novembro (foram de 52%, em outubro, para 52,12%). A Sky, segunda maior operadora do país, registrou redução de 67 mil em sua base e fechou o mês com 5,4 milhões de pagantes.

No final de julho do ano passado, a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) previa fechar 2015 com "crescimento zero". De fato, a oscilação na base de assinantes durante o primeiro semestre foi pequena. O setor perdeu assinantes em alguns meses e ganhou em outros, mas no geral as quedas foram sucessivas mês a mês.

Esta não é a primeira vez que a indústria brasileira de TV por assinatura sofre uma perda acima de 500 mil consumidores. Em 2003, por exemplo, o mercado perdeu 300 mil usuários. No entanto, a base de assinantes naquela época era inferior a 4 milhões de domicílios, e como o setor é muito mais sólido atualmente, os efeitos dessa redução no número de assinantes são maiores porque mais pessoas possuem esse tipo de serviço em suas casas.

Além de muitas famílias não conseguirem mais pagar as mensalidades da TV a cabo, outro fator que contribuiu para a diminuição de assinantes na TV paga é a popularização da internet e de plataformas online focadas no streaming de vídeo, como a Netflix. Na opinião das operadoras, esses serviços, além de reduzir a base de usuários da TV por assinatura, não paga os mesmos impostos que elas, o que consequentemente reduz os custos operacionais dessas empresas, aumentando seus lucros. O governo já estuda regular esse tipo de serviço no país.

Segundo o último relatório divulgado pela Netflix, a companhia teve receita de US$ 1,8 bilhão e lucrou o equivalente a US$ 43 milhões no quarto trimestre de 2015. Durante todo o ano passado, especula-se que a plataforma, atualmente com cerca de 4 milhões de assinantes brasileiros, tenha faturado cerca de R$ 1 bilhão, valor superior ao faturamento de outras emissoras da TV aberta, como o SBT.

Fonte: Notícias da TV

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