Minas Gerais está testando transmissão de energia por fibra óptica

Por Redação | em 07.01.2016 às 14h48

Fibra óptica

Uma nova forma de transmissão de energia, por meio da fibra óptica, está sendo testada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em parceria com o CPqD e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto está sendo aplicado nos aparelhos que fazem o monitoramento da rede nas subestações e linhas de transmissão, e agora, passam a ser alimentados por luz.

A ideia inicial é tornar tais dispositivos menos suscetíveis a queimas e quebras devido às oscilações de energia. Como eles foram feitos justamente para monitoramento, são extremamente sensíveis e, nos ambientes de alta tensão, acabam sendo bastante vulneráveis a mudanças repentinas na alimentação. Com a fibra óptica, tudo muda, pois a conversão da luz em eletricidade acontece diretamente na ponta do cabo, por meio de uma tecnologia chamada “power over fiber”.

A primeira área a contar com a nova tecnologia está localizada na capital do estado, Belo Horizonte, no bairro Buritis. Uma microcâmera foi instalada por lá e está funcionando sem problemas há mais de dois anos sem interrupções ou quebras relacionadas a oscilações de energia, algo que parecia impensável quando se utilizavam os métodos de transmissão e alimentações tradicionais.

Com o sucesso da empreitada, outros setores e tipos de equipamentos também começaram a utilizar a mesma tecnologia, que agora se estende também a chaves seccionadoras e transformadores de alta tensão. Mas a ideia é ir além disso e estender essa inovação para as casas das pessoas, com foco, principalmente, na Internet das Coisas, os aparelhos com baixo consumo e que precisam ficar ligados e conectados o tempo todo. Assim, eles acabam mais vulneráveis às oscilações, ou não, se alimentados por meio de fibra óptica.

Isso sem falar, claro, no aproveitamento de estruturas já existentes, que estão sendo instaladas por empresas de telecomunicações. Os testes de transmissão simultânea de energia e dados ainda não aconteceram, mas os envolvidos parecem otimistas sobre essa possibilidade para um futuro de casas mais conectadas e menos dispositivos queimados.

Fonte: Convergência Digital

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