Google está prestes a lançar serviço de registro de domínios

Por Redação | em 01.12.2014 às 13h24

Google

“Uma extensão da fronteira online”. É assim que o Google está chamando seu novo serviço, o Registry. Agora detentor de domínios .google, a empresa deu o primeiro passo para o que parece ser sua entrada no mundo dos registros de endereços web, controlando e vendendo para empresas e usuários URLs com finais personalizados e voltados especificamente para nichos de negócio.

O novo serviço surge pouco depois das autoridades da internet lançarem novos padrões de URLs que explicitam o tipo de negócio ao qual o site pertence. Endereços .fly, por exemplo, designam empresas aéreas ou de viagens, enquanto os .move estariam ligados à indústria do entretenimento e assim por diante.

Para o Google, o movimento representa a expansão da internet. Com a rede crescendo cada vez mais e novos sites entrando no ar todos os dias, está cada vez mais difícil encontrar um domínio adequado. Quando se fala em empresas e marcas, muitas vezes com nomes consolidados no mercado e desejo de seguir para o mundo online, a coisa fica ainda mais difícil, uma vez que não é nada interessante trabalhar com variações, mudanças de grafia ou adições esquisitas na digitação do endereço do site.

Ainda não se sabe ao certo como tudo vai funcionar e quanto custarão os endereços. A página do Google Registry traz algumas informações e todos os domínios que a empresa planeja vender, além de passar alguns dados sobre o progresso de cadastro, principalmente relacionados à primeira URL com caracteres japoneses. De acordo com as informações do The Register, por enquanto não existe nenhum site registrado com os novos endereços, com todos eles redirecionando para páginas da própria gigante das buscas.

Apesar disso, chama a atenção o próprio endereço da nova empreitada da companhia. O uso de uma URL com final .google também marca a primeira vez que uma grande empresa veio a público com um site que utiliza a própria URL, indicando que mais e mais grandes nomes devem começar a fazer isso no futuro.

Na oferta inicial de domínios especializados, 1,4 mil indivíduos realizaram solicitações de endereços desse tipo. Desse total, um terço é representado por grandes marcas como Apple, BBC, Ferrari, Lego, Fedex e outras. As gigantes tiveram seus pedidos aprovados, mas, por enquanto, ainda não começaram a usar os novos endereços.

A razão para isso aparentemente é simples. Imagine se o canaltech.com.br que você acessa todos os dias mudasse de repente para noticias.canaltech. Não é exatamente um formato com o qual os usuários estão acostumados e, por mais que os sites originais não fossem retirados do ar, muitos paranóicos por segurança poderiam não entender exatamente o que está acontecendo ou acreditariam estar passando por um ataque hacker, com redirecionamento de tráfego ou algo do tipo. Exatamente o efeito contrário do desejado.

Sendo assim, o movimento do Google em dar a largada no uso da URL própria serve como um fator positivo para a implementação da novidade. Como a imprensa internacional realizará a cobertura de tudo isso, as pessoas, teoricamente, ficarão sabendo sobre a existência dos novos domínios e, sendo assim, aceitarão mais tranquilamente quando outras companhias realizarem a mesma mudança.

Afinal de contas, para que serve?

A ideia é que os endereços personalizados não sejam utilizados apenas para acessos simples a sites oficiais e serviços. A Canon, por exemplo, estaria cogitando dar URLs personalizadas a cada um dos usuários de seu serviço e utilizar esses endereços como atalho para sua plataforma de cloud computing usada para armazenamento de imagens e compartilhamento de fotos.

Já serviços de entrega e coleta como o Fedex, por exemplo, poderiam incorporar números de rastreio a seu domínio próprio, facilitando a localização de encomendas e permitindo que os usuários acessassem tais dados com um único clique. Imagine, então, uma página de pré-venda de smartphones da Maçã cujo endereço é iphone.apple?

Há quem especule que o Google esteja trabalhando num serviço de registro gratuito de domínios. Mediante aprovação, a companhia poderia fomentar a adoção da novidade com um curto período de entrega de URLs que, mais tarde, passariam a ser cobradas de acordo com as taxas normais de utilização. Se existe alguém capaz de fazer isso, esse alguém é a gigante das buscas e, agora, o mercado está de olho no que ela vai fazer a seguir.

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