WikiLeaks divulga documentos da CIA que ensinam a burlar segurança em aeroportos

Por Redação | em 22.12.2014 às 14h21

Aeroporto

Uma nova divulgação do WikiLeaks, neste domingo (21), revelou documentos secretos da Agência Central de Inteligência americana, a CIA. Os dois documentos, datados de 2011 e 2012, detalham os conselhos que a agência manda aos seus agentes secretos para que eles passem despercebidos por fronteiras internacionais.

Os documentos são sigilosos e trazem a menção “NOFORN”, o que significa que eles não devem ser compartilhados nem com os serviços de inteligência de países aliados, afirma o WikiLeaks. O conteúdo dos documentos traz uma série de conselhos detalhados para que os agentes tenham sucesso em atravessar postos de fronteiras e o controle de aeroportos sem que chamem atenção das autoridades locais.

Entre as instruções da CIA estão algumas evidentes, como não comprar uma passagem apenas de ida em caso de viagens aéreas, em dinheiro e na véspera da viagem, por exemplo. Eles ainda aconselham a evitar aparência desleixada no caso de viagens com passaporte diplomático.

A agência reforça a importância de que a identidade seja mantida sob sigilo, independente do que aconteça. O manual possui, inclusive, um exemplo. Em um caso citado pela CIA, um agente secreto teve vestígios de pólvora detectados em sua roupa em um aeroporto europeu. Ele foi submetido a um duro interrogatório, mas manteve sua versão de que estava envolvido com treinamento antiterrorista nos Estados Unidos. O agente conseguiu ser liberado e seguir viagem.

No documento, a CIA explica que “uma história coerente, bem aprendida e factível é importante para evitar controles”. Já o WikiLeaks questiona o exemplo da agência em uma nota: “o que realmente fazia um agente da CIA em um aeroporto (da União Europeia) com rastros de explosivos nele e por que lhe foi permitido passar?”.

Esta é a segunda vez que o WikiLeaks divulga documentos secretos da CIA. A publicação ainda afirma que novos documentos sobre a agência serão divulgados no próximo ano.

Desde 2010 já foram mais de 250 mil “cables” americanos, telegramas diplomáticos e 500 mil informes militares sigilosos que o site tornou públicos.

Para ter acesso aos documentos recentemente divulgados pelo WikiLeaks basta acessar o site.

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