Ministro da Justiça diz que jogos de videogame incentivam a violência no Brasil

Por Redação | em 18.01.2016 às 10h12

José Eduardo Cardozo

Não é de hoje que políticos, especialistas e usuários discutem a influência dos jogos de videogame no comportamento dos jogadores. Para muita gente, esse tipo de conteúdo incita a violência em quem o consome, e tudo indica que esse debate não deve terminar tão cedo. Prova disso é que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, colocou mais lenha na fogueira ao dizer que "a apologia à violência" em esportes e no mundo dos games é combustível para a criminalidade no Brasil.

Na última quinta-feira (14), Cardozo esteve na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos, onde apresentou os principais pontos do pacto nacional contra homicídios que o Governo Federal deve lançar nas próximas semanas. Não está claro como o ministro chegou ao tema que envolve os jogos, mas suas declarações foram categóricas ao afirmar que "a violência é hoje cultivada e aplaudida, seja em esportes ou jogos para crianças pequenas".

Na visão do ministro, jogos eletrônicos sempre apresentam histórias em que "o vencedor é sempre quem mata" e nunca quem salva vidas. "Essa cultura da exaltação da violência se projeta e acaba banalizando a violência, disseminando uma realidade perversa em que seres humanos podem aniquilar, ferir os outros em atos que são socialmente reprovados", destacou Cardozo. Ele também aplica essa mesma opinião aos esportes, dizendo que tem visto violência em modalidades "que não tendem minimamente a ser violentos, como jogos de futebol".

Se os games vão ser encaixar no pacto nacional contra homicídios, isso o ministro ainda não explicou. O projeto, que inicialmente será implementado em 81 municípios brasileiros, vai estimular a integração das polícias, a instalação de câmeras nas áreas mais violentas e o treinamento de peritos para que os crimes sejam melhor investigados. Além disso, o governo vai promover campanhas de desarmamento - pessoas poderão entregar armas anonimamente e receber um pagamento por elas.

Fonte: BBC

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