Manter-se conectado durante viagens torna o dia menos estressante, diz estudo

Por Redação em | 23.12.2012 às 13h25

Celular

A New Cities Foundation e a Ericsson criaram uma força-tarefa para avaliar as questões que envolvem os Deslocamentos Conectados, em um projeto piloto em San Jose, na Califórnia. Esse projeto foi realizado em parceria com o Departamento de Transporte do Centro de Pesquisa de Tecnologia da Informação no Interesse da Sociedade (CITRIS) da Universidade da Califórnia, e dois aplicativos móveis de deslocamento urbano, Waze e Roadify.

O objetivo do projeto foi compreender como um novo nível de comunicação entre os passageiros (chamados no projeto de 'passageiros conectados', por estarem constantemente trocando informações com outros passageiros via dispositivo móvel) poderia melhorar a experiência geral de deslocamento urbano. 

"Para a maioria das pessoas que vivem em cidades, o deslocamento diário é a parte mais dolorosa da vida urbana. Isso é verdade na maioria das cidades ao redor do mundo, ricas e pobres, velhas e novas", diz Mathieu Lefevre, diretor-executivo da New Cities Foundation. "Nossa perspectiva para este estudo, a longo prazo, é determinar como o compartilhamento de informações em tempo real entre passageiros pode influenciar o desenvolvimento de novas tecnologias, políticas e outras inovações que melhorem o deslocamento nas regiões metropolitanas de todo o mundo. Estamos empolgados com as conclusões do estudo e esperamos que as cidades, laboratórios de pesquisa e as empresas utilizem os resultados como um ponto de partida para outras inovações urbanas neste importante campo."

No relatório do estudo, quem merece destaque é a cidade de São Paulo - a maior da América Latina. Na capital paulista, estar conectado é natural: há estações de rádio que fornecem cobertura dos padrões de tráfego 24 horas por dia, sete dias por semana, e solicitam aos ouvintes em trânsito o envio de informações e dados para atualizações precisas. Segundo o Departamento de Transportes dos EUA, a estimativa é que a metade de todo o congestionamento no trânsito se deve a eventos não recorrentes, como obras nas vias públicas e acidentes. Estes são exatamente os tipos de evento que os passageiros não conseguem prever, mas podem incluir em seu planejamento de viagem.

Segundo Carla Belitardo, diretora de Marca e Sustentabilidade da Ericsson para América Latina, com o uso generalizado de smartphones e redes sociais, informações podem ser transferidas entres indivíduos de forma mais transparente do que nunca.  “Na Sociedade Conectada, o caráter universal da conectividade entre os passageiros será útil para ajudar as cidades a reduzirem o tempo de deslocamento e o consumo de energia dos passageiros, o que beneficia o meio ambiente, as cidades e os cidadãos a longo prazo."

Trânsito e deslocamento representam um grande problema nas grandes cidades. Do ponto de vista da cidade, o congestionamento do tráfego e as ineficiências dos transportes sobrecarregam a infraestrutura urbana, aumentam a poluição e a degradação ambiental e levam à perda de recursos, tempo e produtividade. Do ponto de vista das pessoas, o deslocamento foi identificado como sendo uma das experiências urbanas mais desagradáveis, muitas vezes associada a níveis muito elevados de estresse.

A força-tarefa apresentou conclusões importantes, incluindo:

1.    Aplicativos para smartphone que permitem que os passageiros se conectem e compartilhem informações melhoram a experiência do passageiro conectado, por permitirem a troca de informações em tempo real sobre as questões de trânsito.

2.    A utilização de ferramentas de análise do sentimento dos passageiros tem o potencial de ajudar as cidades e autoridades de transporte locais a definirem suas prioridades, planejamento e investimentos na área de transporte. 

3.    A tecnologia desempenha um papel importante tanto para os passageiros conectados como para os não conectados, seja durante a fase de planejamento ou durante o deslocamento. Cada passageiro escolhe o que lhe convém, e existem vários tipos de ferramentas ideais para planejar uma viagem ou acompanhar o deslocamento.

4.    Usuários de automóveis conectados tendem a ser mais felizes do que os não conectados, por serem capazes de prever as suas condições de deslocamento, o que resulta em menos estresse.

5.    Passageiros de transportes públicos, por outro lado, tendem a usar a tecnologia mais durante a fase de planejamento do trajeto do que durante o deslocamento em si.

Vale lembrar que o estudo avaliou o uso de aplicativos móveis somente para passageiros. Motoristas devem manter-se atentos ao trânsito, já que o uso de celular enquanto se dirige é proibido por lei.

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