Morre Marvin Minsky, cientista pioneiro em inteligência artificial

Por Redação | em 26.01.2016 às 10h59

Marvin Minsky

Morreu nesta segunda-feira (25) o matemático, estudioso e filósofo Marvin Minsky, um dos pioneiros no campo da inteligência artificial. De acordo com o MIT, ele faleceu aos 88 anos de idade em um hospital de Boston, nos Estados Unidos, após ser vítima de uma hemorragia cerebral. Ele deixa esposa e três filhos.

Um dos precursores do que temos hoje em dia no campo da inteligência artificial, Minsky foi um dos criadores das redes neurais, sistemas computadorizados que funcionam como o cérebro humano e são capazes de aprender novas tarefas ao entender repetições ou compreender padrões. Foi no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde trabalhava desde 1958, que ele desenvolveu os primeiros scanners capazes de reconhecer objetos de forma dinâmica e mãos robóticas capazes de manipular objetos, além de softwares que simulavam o raciocínio humano.

Além disso, o estudioso tinha um amor pela filosofia e, na mesma medida em que realizava seus trabalhos no campo da robótica e desenvolvimento de aplicações, também refletia sobre os impactos disso tudo no ser humano. Ele acreditava, por exemplo, que o cérebro das pessoas funcionava como um computador e, sendo assim, poderia ser estudado como tal, de forma a permitir não apenas um conhecimento maior sobre nossa própria biologia, como também auxiliar na melhoria de sistemas de inteligência artificial.

Minsky também é apontado por seus colegas como um dos responsáveis por levar os computadores ao estado atual, fazendo com que eles deixassem de ser “gigantescas máquinas de calcular” para se tornarem o vetor de desenvolvimento humano e social. Ele tinha ideias de compartilhamento livre de informação, uma das bases do movimento open source, e também esteve envolvido nos desenvolvimentos iniciais da ARPAnet, rede que, mais tarde, se tornaria o que chamamos de internet nos dias de hoje.

Vencedor do prêmio Turing em 1970, uma das maiores honrarias da ciência da computação, Minsky também era fã de música, estudando piano e compondo peças barrocas. Seu principal ideal, entretanto, era uma noção de que um dia os computadores seriam capazes de superar os seres humanos em inteligência. E é aqui que está a grande discussão, já que para alguns, ele morre sem ver esse objetivo concretizado, enquanto para outros, esse futuro já está entre nós.

Fonte: The New York Times

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