MIT desenvolve as células de energia solar mais finas e leves já vistas

Por Redação | em 02.03.2016 às 14h19

Célula solar ultrafina

A energia solar é limpa e renovável, mas é difícil encontrar uma maneira de torná-la eficiente e portátil ao mesmo tempo. Ou pelo menos era, porque pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) acabam de apresentar uma célula capaz de transformar o calor do Sol em eletricidade. De tão pequena, leve e fina, ela pode ser aplicada em basicamente qualquer dispositivo, de smartphones a camisas, de chapéus a folhas de papel. Ou mesmo sobre uma bolha de sabão, método escolhido pelos cientistas para demonstrar a leveza de sua nova invenção.

Apesar de tamanha inovação, o MIT reconhece que tal tecnologia deve demorar ainda alguns anos até que comece a ser implementada em produtos comerciais. A novidade foi descrita em um artigo publicado na revista científica Organic Electronics pela equipe responsável pela novidade, composta pelo professor Vladimir Bulovic, pela pesquisadora Annie Wang e pelo doutorando Joel Jean. O grande desafio, relata Bulovic, foi condensar em uma só peça o substrato que dá suporte à célula solar e também um revestimento na superfície para protegê-la da ação do meio ambiente.

O substrato em questão está posicionado de maneira a nunca precisar ser manipulado durante o processo de fabricação a vácuo. Com isso, minimiza-se a exposição do equipamento a poeira e a outros elementos que poderiam contaminá-lo e, portanto, reduzir a sua capacidade. “O ponto de inovação aqui é o fato de ser possível desenvolver o substrato à medida em que se desenvolve o dispositivo em si”, garante o professor.

O protótipo criado para testes utiliza um polímero chamado de parileno, comumente utilizado no revestimento de dispositivos médicos, tanto no substrato quanto no revestimento da peça. Além disso, ele conta ainda com um material orgânico chamado DBP na camada primária de absorção de luz. Todo o processo é realizado em uma câmara a vácuo e em temperatura ambiente e, diferente dos métodos tradicionais de manufatura de células solares, este processo não emprega de qualquer tipo de solvente. O equipamento é criado usando uma técnica conhecida como deposição de vapor químico.

Célula solar ultrafinaCélulas de energia solar ultrafinas do MIT. (Foto: Divulgação/MIT)

Leveza e potência

Apesar de o volume de energia gerada pela célula ser pequeno justamente pelo fato de ela ser minúscula, a taxa de energia por peso dela se encontra entre uma das mais altas já alcançadas, 6 watts por grama, valor bem superior do que os tradicionais 15 watts por quilo de outros dispositivos como este já existentes. Isso significa que um conjunto destas células pode ser empregado na superfície de um produto, como um notebook, para garantir o funcionamento da peça.

Fonte: MIT News

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