Descoberta histórica da ciência confirma o que Einstein constatou há muitos anos

Por Redação | em 11.02.2016 às 15h06 - atualizado em 11.02.2016 às 16h02

Ondas gravitacionais

Finalmente, os cientistas validaram uma parte fundamental da teoria da relatividade geral de Albert Einstein. A comprovação partiu da National Science Foundation, do Caltech e do MIT, que confirmaram a existência das ondas gravitacionais. 

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) por cientistas do Observatório de Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais dos Estados Unidos da América (LIGO). Há muitos anos existem indícios dessas ondas, mas só agora os pesquisadores conseguiram provas realmente concretas.

 

No dia 14 de setembro de 2015, o observatório detectou diferentes escalas atômicas que apontavam para uma colisão de dois buracos negros (também uma nova descoberta) que aconteceu há 1,3 bilhão de anos e distorceu o tecido do espaço-tempo à sua volta, formando, assim, as ondas gravitacionais que se propagam à velocidade da luz.

A colisão produziu uma explosão impressionante e invisível. "Por um décimo de segundo [a colisão] brilha mais forte do que todas as estrelas em todas as galáxias", diz Bruce Allen, membro do LIGO. "Mas só em ondas gravitacionais".

"É, de longe, a explosão mais poderosa que os seres humanos já detectaram, exceto pelo Big Bang", disse Kip Thorne, um teórico gravitacional do Caltech, que desempenhou um papel de liderança no desenvolvimento do LIGO.

As ondas gravitacionais foram citadas inicialmente por Einstein, em 1915, quando o físico descreveu em sua teoria da relatividade geral que massas aceleradas podem causar este fenômeno capaz de perturbar o campo gravitacional. As ondas são criadas graças à transmissão de energia devido às deformações no tecido do espaço-tempo.

A descoberta de hoje é apenas o começo. Devemos ver mais avanços como este no futuro, e é provável que os cientistas encontrem mais provas sobre as OG. Já existem planos para colocar um detector LIGO adicional na Índia, o que tornará ainda mais fácil identificar de onde as novas ondas estão vindo.

Além de provar que Einsten tinha uma ideia sólido no início do século passado, os resultados prometem mudar a forma como estudamos o universo. Até o momento, pesquisadores tiveram que observar o cosmos através da luz e outras formas de radiação eletromagnética, que só podem revelar eventos que estão acontecendo.

Já as ondas gravitacionais podem trazer revelações sobre eventos cataclísmicos do universo, tais como colisões entre buracos negros, estrelas de nêutrons sendo dilaceradas, supernovas e até mesmo traços da expansão inicial após o Big Bang. Em suma, os cientistas estão retirando uma venda de seus olhos para ver uma imagem muito mais completa do espaço e responder algumas perguntas realmente antigas.

Via Science

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